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Conflitos Sectários em Sweida (Síria) Provocam Dezenas de Mortes e Feridos

Conflitos sectários em Sweida (Síria) provocam dezenas de mortes e feridos
Banderia Síria

Do início do ciclo de violência até a manhã desta segunda-feira (14), o Ministério do Interior da Síria confirmou que mais de 30 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas em confrontos entre milícias drusas e tribos beduínas na cidade de Sweida, no sul do país .

A escalada teve início no domingo, após uma série de sequestros retaliatórios desencadeados pelo rapto de um comerciante druso na sexta-feira (11) na rodovia que liga Damasco a Sweida . Em seguida, os combates se intensificaram, espalhando-se do bairro de Maqwas para áreas rurais próximas, onde aldeias drusas foram atacadas por militantes beduínos .

Fontes do Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmam que o número de mortos pode chegar a 37 — entre eles ao menos duas crianças drusas e 10 membros de tribos beduínas. Além disso, seis soldados das forças de segurança sírias morreram durante as tentativas de conter a violência .

Em resposta à crise, o governo sírio enviou tropas e reforços policiais para Sweida, com o objetivo de restaurar a ordem, garantir a segurança de civis e processar os autores dos ataques. O ministro do Interior, Anas Khattab, responsabilizou a ausência de estrutura estatal — especialmente forças de segurança — pela degeneração de tensões sectárias .

Milhares de estudantes também foram afetados: exames escolares foram adiados, e a principal estrada entre Damasco e Sweida segue fechada devido aos confrontos.

Este episódio representa o mais grave surto de violência sectária registrado em Sweida nos últimos anos. Os anteriores ocorreram em abril e maio, quando clivagens entre drusos, forças sunitas e militares deixaram um saldo expressivo de vítimas.


Contexto e impacto

A cidade de Sweida abriga a maior comunidade drusa da Síria, estimada em cerca de 700 mil pessoas. Os confrontos refletem divisões históricas entre minorias religiosas e a dificuldade das novas autoridades em manter a paz e inclusão após a derrubada de Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

A intervenção de tropas estatais, embora necessária para controlar os confrontos, enfrenta a resistência de líderes drusos, que acusam o governo de favorecer grupos extremistas e de expandir sua presença militar em áreas sensíveis.

Ainda não há sinais de trégua. Os próximos dias serão decisivos para definir se a situação será contida ou se as tensões sectárias se aprofundarão.

Editor Sucesso