O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) decidiu manter a absolvição do delegado Kleyton Manoel Dias, que havia sido acusado de estuprar uma modelo trans de 23 anos e de dirigir sob efeito de álcool. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (15/07), e o processo, que tramitou sob sigilo, ganhou repercussão após ser divulgado pela imprensa local.
A denúncia partiu do Ministério Público de Goiás (MPGO), que acusava o delegado de forçar a vítima a uma relação sexual dentro de um carro e de conduzir o veículo embriagado, após ambos saírem de uma boate em Goiânia, na madrugada do dia 5 de janeiro do ano passado. A jovem relatou que havia aceitado uma carona do acusado e, segundo sua versão, o crime teria acontecido durante o trajeto.
Na primeira instância, em decisão proferida em setembro de 2024, o juiz responsável pelo caso concluiu que não havia provas suficientes para condenar o réu. A sentença destacou que havia indícios de consentimento na relação, embora também existissem elementos que poderiam sugerir coerção. No entanto, como não se alcançou certeza sobre a ocorrência de violência sexual ou de embriaguez ao volante, o magistrado optou pela absolvição.
Inconformado, o Ministério Público recorreu ao TJGO, mas a corte decidiu manter o entendimento da instância anterior, reiterando a falta de comprovação contundente dos crimes imputados ao delegado.
A defesa da vítima já anunciou que pretende levar o caso às instâncias superiores, buscando reverter a decisão. Já o delegado Kleyton Manoel, que atua na 8ª Delegacia Distrital de Goiânia, nega todas as acusações desde o início do processo.





