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Vulcão na Islândia Entra em Erupção Pela 12ª Vez em Quatro Anos

Vulcão na Islândia entra em erupção pela 12ª vez em quatro anos
Foto: Hordur Kristleifsson/Proteção Civil da Islândia via Reuters

Na madrugada desta quarta-feira (16), um vulcão localizado na península de Reykjanes, no sudoeste da Islândia, entrou em erupção pela 12ª vez desde 2021. O fenômeno natural fez com que autoridades locais ordenassem a evacuação preventiva de um famoso resort de luxo conhecido como Lagoa Azul, além da cidade próxima de Grindavik, para garantir a segurança dos moradores e turistas.

A erupção começou por volta das 4h da manhã no horário local (1h em Brasília), quando uma grande fissura, com extensão estimada entre 700 e 1.000 metros, se abriu na crosta terrestre. Essa fissura permitiu a saída de lava e gases, criando um cenário impressionante de fluxos incandescentes que foram transmitidos ao vivo pela mídia islandesa. O Escritório Meteorológico da Islândia informou que a área afetada é despovoada, o que contribuiu para evitar feridos ou danos materiais significativos.

Apesar da imponência do fenômeno, especialistas avaliam que essa erupção é relativamente pequena. Com base em medições recentes de GPS e sinais de deformação do terreno, o órgão responsável afirmou que, até o momento, não há ameaça a infraestruturas importantes na região.

O resort da Lagoa Azul, famoso spa geotérmico situado em uma região de beleza natural exuberante, suspendeu suas atividades temporariamente em razão da erupção, mas a expectativa é que as operações sejam retomadas ao longo do dia. A cidade de Grindavik, que tem aproximadamente quatro mil habitantes, permanece em grande parte deserta desde a primeira ordem de evacuação em 2023, devido à constante ameaça de erupções e tremores de terra associados à atividade vulcânica na península.

A Islândia, conhecida como “terra do fogo e do gelo” por sua combinação única de glaciares e vulcões, tem registrado um aumento significativo da atividade vulcânica na península de Reykjanes nos últimos anos. Desde 2021, os sistemas geológicos da região têm se mostrado altamente ativos, com uma sequência contínua de erupções, o que levou o governo islandês a classificar esta como a 12ª erupção do ciclo atual.

Especialistas geológicos alertam que as erupções fissurais — caracterizadas pelo surgimento de fluxos de lava através de longas rachaduras no solo, em vez de um único ponto central — podem continuar ocorrendo na região por décadas ou até séculos, mantendo a região em constante vigilância.

Importante destacar que as recentes erupções na área de Reykjanes não representaram ameaça direta para a capital Reykjavik, nem causaram grandes nuvens de cinzas que afetassem o tráfego aéreo. O aeroporto internacional de Keflavik segue operando normalmente, sem interrupções provocadas pela atividade vulcânica.

Esta nova erupção reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos vulcões islandeses, que fazem parte da chamada “Cinturão de Fogo do Atlântico Norte”, uma região geologicamente ativa devido à separação das placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. O fenômeno impressiona tanto pela força da natureza quanto pela capacidade de adaptação das comunidades locais, que convivem com essa realidade há décadas.

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