Aparecida de Goiânia, uma das cidades que mais cresce na Região Metropolitana de Goiânia, enfrenta um desafio significativo relacionado aos chamados vazios urbanos. De acordo com dados recentes fornecidos pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, Wagner Siqueira, o município possui aproximadamente 70 mil lotes desocupados espalhados por seu território. Essa quantidade representa uma enorme área não utilizada que impacta diretamente na dinâmica de crescimento da cidade.
Considerando que o tamanho mínimo dos lotes, segundo a legislação municipal atual, é de 180 metros quadrados — uma alteração que ocorreu nesta década, pois anteriormente a maioria dos terrenos tinha em média 360 metros quadrados — a área total desses terrenos vagos ultrapassa facilmente dezenas de milhões de metros quadrados. Para se ter uma ideia, apenas considerando o lote mínimo, Aparecida contabiliza pelo menos 12,6 milhões de metros quadrados de lotes desocupados, sem contar as matrículas de terrenos maiores que também estão ociosos.
Essa quantidade expressiva de lotes vagos traz diversos desafios para a administração municipal, principalmente no que diz respeito à zeladoria urbana, manutenção e segurança. Os espaços vazios, muitas vezes, tornam-se focos para o descarte irregular de lixo, proliferação de animais, além de prejudicar a qualidade visual e a sensação de abandono em vários bairros da cidade.
Wagner Siqueira afirmou que, apesar dessa situação, a cidade está preparada para o crescimento acelerado. Ele explicou que a sensação de “espaços vazios” é potencializada por amplos canteiros centrais que chegam a 30 metros em algumas vias principais. “Esses canteiros, apesar de parecerem grandes, foram planejados para permitir expansão futura. Se necessário, algumas vias poderão ser ampliadas para até cinco pistas em cada sentido, o que mostra que a estrutura viária de Aparecida está preparada para receber um crescimento robusto”, explicou o secretário.
Para Wagner, o desenvolvimento urbano da cidade é inevitável e acontecerá de forma organizada, já que o município conta com polos industriais, comerciais e logísticos, além de uma malha viária eficiente que facilita o escoamento de mercadorias e a mobilidade dos moradores. “Tenho certeza que, nos próximos 10, 20 anos, Aparecida será uma cidade de grande importância econômica e social. O município está estruturado para atrair investimentos e proporcionar qualidade de vida à sua população”, declarou.
O secretário destacou ainda a importância do fortalecimento das políticas públicas para a zeladoria e regularização fundiária, visando transformar esses vazios urbanos em áreas produtivas e bem cuidadas. O trabalho integrado entre a prefeitura, a iniciativa privada e a população será fundamental para garantir que esses terrenos deixem de ser um problema e passem a ser uma oportunidade para o crescimento sustentável da cidade.
Atualmente, Aparecida de Goiânia atende a mais de 600 mil habitantes e segue crescendo em ritmo acelerado, o que exige esforços contínuos da gestão pública para manter a infraestrutura adequada, incentivar a ocupação urbana e evitar a expansão desordenada que poderia comprometer o desenvolvimento futuro.
Fonte – Jornal Opção





