A vítima começou a sofrer os abusos aos 8 anos e só conseguiu relatar os crimes após o fim do relacionamento da mãe com o agressor.
A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quinta-feira (17), um homem de 39 anos investigado por estupro de vulnerável contra sua enteada. O suspeito era considerado foragido da Justiça do Pará, onde os crimes ocorreram, e foi localizado em Goiânia após uma ação conjunta entre a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e a Polícia Civil paraense.
Segundo as autoridades, os abusos começaram quando a vítima tinha apenas oito anos de idade e se estenderam até os 14 anos. Durante esse período, o homem mantinha um relacionamento com a mãe da garota, o que facilitava o acesso contínuo à criança. Os abusos cessaram apenas após o rompimento do vínculo afetivo entre ele e a genitora da vítima.
Foi somente após o fim da convivência familiar, em 2021, que a adolescente reuniu forças para relatar os abusos sofridos. A denúncia permitiu a abertura de um inquérito policial no Pará, resultando em sua inclusão como foragido da Justiça. Com base em informações repassadas pelas autoridades paraenses, os investigadores de Goiás conseguiram localizar o suspeito, que estava residindo na capital.
Nova família sob risco
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes descobriram que o homem convivia atualmente com uma nova companheira, mãe de duas crianças. Diante da gravidade do histórico e da proximidade com menores, a Polícia Civil afirmou que irá adotar medidas urgentes para apurar se há outras possíveis vítimas. A prioridade, segundo os investigadores, é proteger os direitos de crianças e adolescentes e evitar que novos crimes ocorram.
“A investigação seguirá para garantir que nenhuma outra criança tenha sido submetida a abusos. Nosso dever é não só cumprir a lei, mas também prevenir que tragédias como essa se repitam”, afirmou um porta-voz da DIH.
O crime pelo qual o suspeito responde é tipificado como estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, que trata de abusos cometidos contra menores de 14 anos. A pena pode chegar a até 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos de continuidade delitiva ou agravantes.
Próximos passos
Após a prisão, o homem foi encaminhado para uma unidade prisional da região metropolitana de Goiânia, onde permanecerá à disposição da Justiça. A expectativa é de que ele seja transferido ao Pará para responder ao processo criminal.
A Polícia Civil orienta familiares e responsáveis a ficarem atentos a sinais de abuso e a denunciarem qualquer suspeita de violência sexual infantil. O sigilo é garantido, e a denúncia pode ser feita pelo Disque 100 ou diretamente nas delegacias.





