A cantora Preta Gil, que faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, em Nova York, nos Estados Unidos, deverá ser velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um local simbólico e desejado pela própria artista. A informação foi confirmada pela assessoria do cantor Gilberto Gil, pai da cantora.
No momento, a família lida com os trâmites burocráticos necessários para a repatriação do corpo, o que ainda impede a definição da data exata da cerimônia. Assim que o translado for concluído, os detalhes do velório serão divulgados oficialmente.
Despedida será no Rio, mas sem cortejo em trio elétrico
Apesar de algumas especulações nas redes sociais, a assessoria da família negou que haverá cortejo fúnebre em trio elétrico, como chegou a ser divulgado informalmente.
Preta Gil faleceu após uma longa batalha contra um câncer colorretal, diagnosticado em 2023. Em fases mais avançadas da doença, ela revelou que o câncer havia se espalhado para outras regiões do corpo, incluindo linfonodos, peritônio e ureter. Mesmo enfrentando tratamentos intensivos no Brasil e nos Estados Unidos, a cantora seguiu participando de apresentações musicais com a família, incluindo a turnê “Nós, A Gente”, que reuniu diferentes gerações dos Gil, e a despedida de seu pai dos palcos, com o show “Tempo Rei”.
“Estou enfraquecida, mas cada noite é uma dose de adrenalina, amor e afeto”, disse Preta em entrevista na época, ressaltando a importância da música em seu processo de cura.
Legado e carreira de Preta Gil
Preta Gil foi cantora, empresária e uma figura marcante na cultura pop brasileira. Filha de Gilberto Gil com Sandra Gadelha, ela deixa o filho Francisco Gil e a neta Sol de Maria. Lançou diversos trabalhos musicais ao longo de sua carreira, incluindo quatro álbuns de estúdio e DVDs ao vivo.
Criadora do tradicional Bloco da Preta, no Carnaval do Rio de Janeiro, chegou a reunir mais de 500 mil pessoas em suas apresentações de rua. Também foi sócia da Mynd, uma das maiores agências de marketing digital do país, atuando com influenciadores e marcas.
Tratamento nos Estados Unidos
A artista estava em Nova York para realizar um tratamento experimental contra o câncer, após novas complicações surgirem em 2024. Embora tenha tido momentos de remissão, a doença evoluiu, exigindo mais intervenções médicas. A morte ocorreu em decorrência do agravamento do quadro clínico.
Enquanto a família aguarda a liberação para o translado, a expectativa é de que o velório aconteça com acesso ao público, como forma de prestar uma última homenagem a uma artista que deixou sua marca na música, no ativismo e na luta contra o preconceito.





