Uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, proposta pelo governo dos EUA, pode interromper completamente as exportações brasileiras de suco de laranja para o mercado norte-americano, alerta uma análise da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Em 2024, o Brasil exportou mais de um milhão de toneladas de suco para os EUA.
Segundo a CNA, essa taxa seria “impeditiva” para o suco, bloqueando sua competitividade. Por outro lado, produtos como café verde seriam menos afetados por conta de sua escassez global .
O Brasil é o maior produtor de suco de laranja do mundo — responsável por três de cada cinco copos consumidos globalmente — e tem nos EUA um de seus principais destinos . A entidade projeta queda de 48% no valor total das exportações brasileiras para os EUA, o que representa uma perda de aproximadamente US$ 5,8 bilhões (nível de 2024 foi de US$ 12,1 bilhões) .
Outros setores também sofreriam impactos severos:
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Açúcar de cana: queda estimada de 74% no volume exportado.
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Sacarose refinada: possível paralisação das vendas.
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Madeira bruta (produto agropecuário): declínio de 93% no volume.
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Produtos de madeira trabalhada: retração de 77% .
Reação política e agenda em Washington
Para enfrentar a ameaça, um grupo de senadores viaja aos EUA nos próximos dias (28 a 30 de julho). O objetivo é negociar com autoridades norte-americanas, congressistas e empresários, buscando apoio para reverter ou suavizar a tarifa. A missão ocorre após briefing no Ministério das Relações Exteriores com o ministro Mauro Vieira, que atualizou os parlamentares sobre críticas ao Brasil na arena internacional .
A imposição das tarifas coloca o suco de laranja brasileiro no centro de uma nova disputa comercial com os EUA — um debate de grande impacto econômico e diplomático.





