Na sexta-feira (25 de julho de 2025), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) acolheu uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-MG) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros aliados do partido. Caso condenados, eles podem perder os direitos políticos e ficar inelegíveis por até oito anos.
A acusação aponta que Nikolas e demais envolvidos — entre eles o deputado estadual Bruno Engler, a deputada estadual Delegada Sheila e Cláudia Araújo Romualdo, conhecida como Coronel Cláudia — teriam disseminado informações falsas durante a campanha eleitoral em Belo Horizonte em 2024. Segundo o MPE-MG, os políticos teriam veiculado, nas redes sociais, acusações infundadas baseadas no livro Cobiça, escrito por Fuad Jorge Noman Filho (PSD), então candidato a reeleição. O conteúdo foi distorcido para sugerir exposição de crianças a material impróprio, o que não corresponde à obra original, configurando prática de difamação e propaganda enganosa.
O juiz da 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, Marcos Antônio da Silva, determinou o prazo de dez dias para que os acusados apresentem suas defesas. Em caso de condenação, poderão ser obrigados a pagar indenizações por danos morais e correm o risco de terem os mandatos cassados, além da impossibilidade de concorrer novamente a cargos públicos por oito anos.
Nikolas Ferreira reagiu publicamente por meio de sua conta em rede social, afirmando que a denúncia representa uma tentativa de “calar milhões”, e afirmou que permanece “de pé” para enfrentar o processo.
O caso reacende debates sobre os limites da atuação eleitoral, o papel das redes sociais na disseminação de conteúdo e as consequências legais para figuras políticas envolvidas em campanhas de desinformação. A decisão do TRE-MG marca o início de uma ação que será acompanhada de perto também por setores da sociedade civil e da imprensa.





