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Justiça Determina Suspensão de Redes sociais de Hytalo Santos e Proíbe Contato com Menores

Influenciador Hytalo Santos é preso em São Paulo por suspeita de exploração sexual infantil
hytalosantos/Instagram

Influenciador é alvo de investigação por conteúdo envolvendo adolescentes; medida foi tomada após denúncia do também influenciador Felca.

A Justiça da Paraíba determinou nesta terça-feira (12) a retirada imediata dos perfis do influenciador digital Hytalo Santos das redes sociais. A decisão inclui a suspensão da monetização de seus canais e o proíbe de manter qualquer tipo de contato com menores de idade. A medida foi tomada após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentar uma ação judicial em meio à repercussão de denúncias envolvendo o uso de crianças e adolescentes em conteúdos considerados impróprios.

A investigação contra Hytalo Santos foi impulsionada após o influenciador conhecido como Felca denunciar publicamente perfis nas redes sociais que, segundo ele, estariam promovendo a adultização infantil — ou seja, incentivando que crianças e adolescentes sejam expostos a situações que antecipam características, comportamentos e aparências do universo adulto, muitas vezes com forte apelo sexual.

O caso rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa, levando autoridades a se mobilizarem. O Ministério Público estadual decidiu agir diante das acusações, que indicam que Hytalo pode ter publicado ou incentivado a publicação de conteúdos com conotação sexual envolvendo adolescentes. Como medida cautelar, a Justiça optou por restringir sua presença digital e evitar o contato com menores de idade enquanto as investigações estão em andamento.

Congresso reage à repercussão e propõe nova legislação

Diante da gravidade das denúncias e da mobilização da sociedade civil, o Congresso Nacional também passou a se articular para enfrentar o problema da exposição indevida de crianças e adolescentes nas redes sociais. A Câmara dos Deputados criou, no mesmo dia, um grupo de trabalho voltado à elaboração de um projeto de lei que tenha como objetivo principal o combate à adultização infantil no ambiente digital.

Entre os textos que estão sendo considerados como base para a nova proposta legislativa está o Projeto de Lei 2.628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A proposta já previa que plataformas digitais fossem responsabilizadas por conteúdos que promovem a erotização de menores, estabelecendo multas de até 10% do faturamento das empresas em caso de descumprimento.

A criação desse grupo de trabalho reforça o movimento dentro do Legislativo de dar prioridade a temas relacionados à segurança digital de crianças e adolescentes, um assunto que tem ganhado cada vez mais visibilidade diante do crescimento de influenciadores mirins e da falta de regulamentação sobre o uso da imagem e da privacidade de menores na internet.

Defesa ainda não se pronunciou

Até o momento, Hytalo Santos não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.

O caso acende um alerta sobre a necessidade de regulamentação mais rígida para conteúdos digitais que envolvam menores de idade, especialmente diante do crescimento de perfis voltados ao público infantojuvenil e da crescente monetização dessas atividades em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram.

Editor Sucesso