Medida visa garantir indenização por dano moral coletivo e assistência a vítimas de supostos crimes envolvendo trabalho infantil e exploração
O Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT-PB) entrou com pedido judicial para bloquear os bens do influenciador digital Hytalo Santos e de seu companheiro, Israel Nata Vicente, presos no dia 15 de agosto em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. A solicitação envolve veículos de luxo, empresas e valores financeiros, totalizando até R$ 20 milhões.
Segundo o órgão, a medida busca assegurar recursos para indenização por dano moral coletivo, bem como para medidas de reparação e apoio às vítimas dos supostos crimes investigados.
Hytalo é alvo de acusações graves, que incluem exploração de trabalho infantil nas redes sociais, tráfico de pessoas com fins de exploração sexual infantil e o uso de perfis de crianças e adolescentes para promover sorteios e rifas através da internet.
De acordo com o MPT-PB, o influenciador usava sua visibilidade online — especialmente conquistada por meio de conteúdos envolvendo menores — para impulsionar a empresa Fartura de Prêmios, vinculada à Loteria do Estado da Paraíba (Lotep). O órgão afirma haver indícios de que as práticas utilizadas para aumentar o engajamento nas redes sociais violam os direitos de crianças e adolescentes.
Denúncia partiu de outro influenciador
A investigação foi impulsionada após o também influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, denunciar publicamente o uso de perfis de crianças e adolescentes em contextos considerados inapropriados, com o objetivo de gerar lucro e engajamento para os canais administrados por Hytalo e Israel.
Com base nas denúncias e nos elementos levantados até o momento, a Justiça da Paraíba determinou a prisão do casal e agora avalia o pedido de bloqueio dos bens feito pelo MPT-PB.
O caso segue em investigação e pode resultar em novas medidas judiciais. Até o momento, a defesa dos acusados não se manifestou publicamente.





