Área devastada ultrapassa 400 mil hectares, o maior índice em quase duas décadas
Apesar de uma leve melhora nas condições climáticas na noite da última quinta-feira (21), a Espanha ainda luta contra 18 grandes focos de incêndio florestal em diferentes regiões do país. As temperaturas mais amenas e o aumento da umidade do ar têm contribuído com os esforços para conter as chamas.
Mesmo com o clima mais favorável, novos incêndios continuam surgindo. No fim da tarde, uma densa nuvem de fumaça tomou conta da região de Santa Cristina de Cobres, na Galícia, onde um novo foco se iniciou, aumentando a preocupação das autoridades locais.
A gravidade da situação levou o país a mobilizar um contingente de aproximadamente 3.400 militares e 50 aeronaves, que trabalham em conjunto com bombeiros para conter os avanços do fogo. O apoio internacional também foi fundamental: países como República Tcheca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Eslováquia enviaram reforços, incluindo bombeiros, viaturas e equipamentos especializados.
Segundo estimativas atualizadas, a área já devastada pelos incêndios ultrapassa os 400 mil hectares, tornando este o pior cenário registrado desde 2006. Entre os locais atingidos está o Caminho de Santiago, um dos roteiros turísticos e religiosos mais famosos da Europa, agora ameaçado pela fumaça e pelo fogo.
A expectativa das autoridades é que, com a continuidade das chuvas e da queda nas temperaturas, os focos de incêndio possam ser controlados nos próximos dias. No entanto, o episódio reforça os alertas sobre o impacto das mudanças climáticas e a necessidade de políticas de prevenção mais efetivas.





