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Ministro de Israel afirma que Lula é ‘antissemita e apoiador do Hamas’

Ministro de Israel afirma que Lula é ‘antissemita e apoiador do Hamas’
Foto: REUTERS/Ronen Zvulun/Adriano Machado

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (26), chamando-o de antissemita e acusando-o de apoiar o Hamas. Katz também comparou Lula ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em uma publicação nas redes sociais escrita em português, acompanhada de uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra Lula como uma marionete controlada por Khamenei.

Em seu pronunciamento, o ministro afirmou que Lula “revelou sua verdadeira face” ao retirar o Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Lembrança do Holocausto), posicionando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega o Holocausto e ameaça Israel. Katz reforçou que Israel continuará a se defender contra o “eixo do mal do islamismo radical”, mesmo sem apoio do governo brasileiro.

A relação diplomática entre Brasil e Israel vem se deteriorando desde o início do conflito na Faixa de Gaza, especialmente após o Brasil criticar a operação israelense que gerou uma crise humanitária para os palestinos, mesmo condenando o ataque do Hamas em outubro de 2023. Na segunda-feira (25), Israel anunciou o “rebaixamento” do nível diplomático com o Brasil, após o Itamaraty não responder ao pedido de aprovação para o novo embaixador israelense.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que, diante da ausência de resposta do Brasil, retirou a indicação do diplomata Gali Dagan para a embaixada em Brasília e que, a partir de agora, manterá as relações em um patamar diplomático inferior.

Em resposta, o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que a falta de aprovação ao embaixador é uma reação à humilhação pública sofrida pelo representante brasileiro em Israel em 2024. Amorim negou que tenha ocorrido veto, ressaltando que o Brasil deseja manter boas relações com Israel, mas não pode apoiar o que chamou de “genocídio” na Faixa de Gaza.

Desde maio de 2024, o Brasil mantém vaga a vaga do embaixador em Tel Aviv, após retirar Frederico Meyer do cargo. O governo israelense declarou Lula “persona non grata” em fevereiro do mesmo ano, após o presidente brasileiro comparar a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza às ações nazistas durante o Holocausto — comparação que gerou forte reação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O clima diplomático entre os países segue tenso, com posições firmes de ambos os lados diante do conflito e das consequências políticas que ele provoca.

Editor Sucesso