Quase um ano após a morte do icônico jornalista Cid Moreira, aos 97 anos, a disputa pelo espólio do comunicador ganha novos desdobramentos. Os filhos dele, Roger e Rodrigo Moreira, formalizaram uma denúncia ao Ministério Público do Rio de Janeiro contra a viúva, Maria de Fátima Sampaio Moreira.
Segundo os irmãos, Fátima teria se aproveitado do estado de saúde e da vulnerabilidade mental de Cid nos últimos meses de vida. Eles alegam que ela o teria induzido a assinar um novo testamento, o que, conforme os filhos, configura manipulação, estelionato, falsificação de documentos e fraude.
A acusação levanta suspeitas sérias sobre a validade do testamento deixado por Cid, especialmente diante de um laudo pericial que indicaria que o jornalista não tinha plena capacidade cognitiva no período em que o documento foi assinado.
O caso reacende debates sobre herança, influência indevida e proteção de idosos, trazendo à tona também episódios marcantes da carreira de Cid Moreira, como sua participação no “Jornal Nacional”, inclusive uma quebra de protocolo em 1987, mencionada no contexto das investigações.
As denúncias seguem em análise pelo Ministério Público, enquanto a viúva ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.





