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Polícia desmonta esquema de venda de Mounjaro falsificado em Goiânia

Polícia desmonta esquema de venda de Mounjaro falsificado em Goiânia
. (Foto: Divulgação/PCGO)

 Canetas eram vendidas por mais de R$ 4 mil

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar de Goiás desarticulou, na última sexta-feira (30/8), um esquema de falsificação e venda ilegal de canetas injetáveis para emagrecimento no Camelódromo de Campinas, em Goiânia. Ao todo, 32 unidades do produto falsificado foram apreendidas, cada uma vendida por até R$ 4.300.

As canetas imitavam o Mounjaro (tirzepatida), medicamento original da farmacêutica Eli Lilly, autorizado pela Anvisa para o tratamento da obesidade desde junho deste ano. Segundo as autoridades, as embalagens falsificadas eram montadas no próprio camelódromo, com o objetivo de enganar os consumidores e simular autenticidade.

Durante a operação, um suspeito foi preso e um adolescente apreendido. A polícia ainda identificou outro integrante do grupo, que está foragido. De acordo com a investigação, o crime organizado estaria por trás da distribuição ilegal dos produtos, que não possuem registro na Anvisa e representam risco grave à saúde pública.

Riscos à saúde

O uso de medicamentos como o Mounjaro sem prescrição médica ou por meio de fontes não verificadas pode causar efeitos adversos e complicações graves. A fabricante já alertou, em comunicado oficial, sobre os perigos da falsificação do produto. “Versões manipuladas ou não originais representam sérios riscos à saúde dos pacientes”, destacou a Eli Lilly em nota anterior.

Valor oficial do medicamento

Comercializado regularmente no Brasil desde maio, o Mounjaro é vendido sob retenção de receita médica. Os preços oficiais variam conforme a dosagem:

  • 2,5 mg: até R$ 1.907,29

  • 5 mg: até R$ 2.384,35
    Os valores consideram a alíquota de 18% do ICMS. Importado da Europa, o medicamento não é fabricado no Brasil.

 

Investigações continuam

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos na falsificação e venda ilegal de medicamentos. A população é orientada a comprar apenas em farmácias autorizadas e nunca utilizar medicamentos sem prescrição médica.

Editor Sucesso