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Anvisa aprova novo medicamento para câncer de ovário resistente à quimioterapia

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de ovário resistente à quimioterapia
Foto: Cancer Genome Atlas/NIH

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento mirvetuximabe soravtansina, comercialmente conhecido como ELAHERE, destinado ao tratamento de câncer de ovário resistente à platina — componente básico da quimioterapia convencional.

Até o momento, pacientes com resistência a esse tipo de tratamento tinham apenas cuidados paliativos como alternativa, sem opções eficazes para controlar a progressão da doença. Com a aprovação publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (28), o medicamento da biofarmacêutica AbbVie se torna a primeira opção terapêutica no Brasil voltada especificamente para esse grupo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que ocorram cerca de 7.310 novos casos de câncer de ovário por ano no Brasil, entre 2023 e 2025. A doença é de difícil diagnóstico, sendo frequentemente identificada em estágios avançados.

Resultados de estudos clínicos internacionais de fase 3 mostraram que o mirvetuximabe soravtansina reduz em 35% o risco de progressão do câncer e em 33% o risco de morte, quando comparado a tratamentos tradicionais. Esses dados foram publicados no renomado periódico New England Journal of Medicine e apresentados na Reunião Anual sobre Câncer Feminino da Sociedade de Oncologia Ginecológica, nos Estados Unidos.

O medicamento já havia sido aprovado em 2024 pela FDA (agência reguladora dos EUA) e pela EMA (agência da União Europeia). Para especialistas, a chegada do ELAHERE ao Brasil representa um avanço significativo, ampliando as opções de tratamento e trazendo novas esperanças para pacientes com câncer de ovário resistente à platina.

Editor Sucesso