Um relatório preliminar divulgado neste sábado (6) pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) aponta que o rompimento de um cabo foi a causa mais provável do acidente com o emblemático bondinho do Elevador da Glória, ocorrido na última quarta-feira (3) em Lisboa .
O que diz o relatório
Segundo o documento, o cabo que conecta as duas cabines do funicular se partiu antes mesmo do descarrilamento. O guarda-freio tentou ativar os freios de emergência — tanto pneumático quanto manual —, mas não conseguiu impedir a queda da cabine Após análise, ficou constatado que o cabo tinha cerca de 337 dias de uso, abaixo da vida útil estimada de 600 dias .
Embora tenha sido realizada uma inspeção visual na manhã do dia do acidente, nenhum problema foi detectado — um ponto que sugere limitações desse tipo de verificação, já que não era possível inspecionar diretamente a área do cabo sem desmontar partes do equipamento ou acessar por meio de um alçapão técnico .
Velocidade, vítimas e consequências
Estima-se que a cabine desgovernada atingiu velocidade de cerca de 60 km/h antes de bater contra um edifício. O acidente deixou 16 mortos — entre eles cidadãos de várias nacionalidades — e cerca de 20 feridos.
Próximos passos da investigação
O GPIAAF planeja apresentar um relatório mais detalhado dentro de aproximadamente 45 dias, em que deverá aprofundar as causas e possíveis falhas sistêmicas que contribuíram para a tragédia .





