Na terça-feira, 9 de setembro de 2025, moradores da Cidade de Gaza receberam panfletos emitidos pelo governo israelense, instruindo-os a deixar a área. Essa ordem ocorre em meio a uma intensificação dos ataques israelenses, que visam eliminar a presença do Hamas na região.
Antes da guerra, a Cidade de Gaza abrigava cerca de um milhão de palestinos, que agora enfrentam uma crise humanitária severa. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez um apelo direto aos habitantes: “Aproveitem esta oportunidade e me ouçam com atenção: vocês foram avisados — saiam daí!”
Reações dos Moradores
Os panfletos geraram pânico e incerteza entre os civis, muitos dos quais afirmam que não há lugares seguros para se refugiar. Apesar da pressão para evacuar, muitos optam por permanecer, como é o caso de Um Mohammad, uma mãe de seis filhos, que expressou sua intenção de ficar com a filha.
As autoridades de saúde em Gaza anunciaram a evacuação dos principais hospitais da cidade, Al-Shifa e Al-Ahli, destacando que os médicos continuarão a atender os pacientes. A situação é crítica, com a maioria da população já deslocada várias vezes desde o início do conflito em outubro de 2023.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que um “furacão poderoso” será desencadeado se o Hamas não libertar os reféns que mantém. Enquanto isso, Israel continua a mobilizar suas forças para uma operação terrestre na Cidade de Gaza.
O Ministério da Saúde de Gaza alertou sobre uma catástrofe iminente, pedindo proteção internacional para os hospitais e destacando a gravidade da crise de fome que afeta a população local.
Diversos países europeus expressaram sua intenção de reconhecer o Estado palestino em resposta ao aumento das hostilidades, enquanto Israel enfrenta críticas por suas ações na região. A situação continua a se deteriorar, com apelos por um cessar-fogo e esforços de mediação em andamento.





