“Agora ele poderá, de fato, começar a enfrentar a dor dessa perda, sem carregar o peso dessa acusação”, afirma advogado de defesa.
Dedilson de Oliveira Sousa foi absolvido nesta quarta-feira (10) pela 2ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia. Ele havia sido acusado de matar a pedradas o motorista Francilei da Silva Jesus, após testemunhar o atropelamento do próprio filho, Danilo Pignato, em dezembro de 2022.
O caso, que chocou a capital goiana, ocorreu quando pai e filho vendiam balas nas ruas. Em um momento de desespero e revolta, Dedilson agrediu o condutor do veículo, que segundo testemunhas e o próprio Ministério Público, estaria sob efeito de álcool no momento do acidente.
Durante o julgamento, o Ministério Público reconheceu que o acusado não teve a intenção de matar, agindo sob forte abalo emocional. A promotoria destacou que se tratava de um homicídio privilegiado, provocado por intensa emoção diante da tragédia.
O advogado de defesa, Alan Araújo, comemorou a decisão e destacou o esforço da equipe jurídica envolvida. “Desde o início, nossa prioridade foi garantir justiça ao Dedilson, que é uma pessoa humilde, sem recursos, e que vivenciou uma dor irreparável. Trouxemos advogados, professores universitários e parceiros da Comissão do Júri para ajudar nesse processo”, afirmou.
Francilei da Silva chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A situação, embora trágica, foi considerada pelo júri como resultado de uma reação humana extrema diante de uma perda devastadora.
Com a absolvição, Dedilson poderá, segundo sua defesa, iniciar o processo de luto sem o peso de uma condenação criminal.





