A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Luziânia e em parceria com a Superintendência da Polícia Técnico-Científica, prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (10), um homem de 43 anos, proprietário de um açougue no distrito do Jardim Ingá. Ele é acusado de receptação qualificada e de crime contra as relações de consumo, por comercializar carne em condições impróprias.
A investigação começou após a denúncia do furto de uma carga de carne bovina de uma empresa da região. Informações apontaram que parte do produto poderia estar sendo revendida no açougue do suspeito.
Carne armazenada em condições precárias
Durante a ação, os policiais encontraram diversas peças de carne sem notas fiscais válidas, indicando possível origem ilícita. Além disso, as condições de armazenamento eram inadequadas: carnes estavam no chão da câmara fria, enquanto os equipamentos apresentavam ferrugem, danos estruturais e risco de queda das peças penduradas.
O local funcionava sem alvará desde janeiro de 2025 e praticava preços muito abaixo do valor de mercado, o que, segundo a polícia, pode configurar concorrência desleal e prejudicar comerciantes que atuam legalmente. O prejuízo estimado para a vítima do furto é de aproximadamente R$ 150 mil.
Diante da situação, o homem foi preso em flagrante. A autoridade policial ratificou a prisão e solicitou à Justiça a conversão em prisão preventiva, devido à gravidade das irregularidades, que representam risco à saúde pública e à ordem econômica.





