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Conselho Municipal de Saúde debate redução de valores dos plantões médicos em Goiânia

Conselho Municipal de Saúde debate redução de plantões médicos em Goiânia
Imagem divulgação

Categoria se posiciona contra medida

O Conselho Municipal de Saúde de Goiânia vai analisar, na próxima quarta-feira (24), a proposta da Prefeitura de reduzir os valores pagos aos médicos que atuam em plantões na rede municipal. A reunião será realizada no auditório do órgão, no Setor Leste Vila Nova, e deve trazer à tona debates sobre impacto no atendimento à população.

Atualmente, médicos generalistas que trabalham em Urgência e Emergência recebem R$ 1.680 por plantão de 12 horas em dias úteis (R$ 140/hora) e R$ 2.016 aos fins de semana, incluindo adicional de R$ 336. Pela proposta da Prefeitura, os valores cairiam para R$ 1.440 em dias úteis (R$ 120/h) e R$ 1.560 nos fins de semana (R$ 130/h), uma redução de até 22,6%.

Além dos generalistas, a nova tabela prevê remuneração diferenciada para especialistas, como pediatras, psiquiatras e ortopedistas, com salários de R$ 2.160 por plantão em dias úteis e R$ 2.280 nos fins de semana. Outros profissionais que atuam na Atenção Primária, Vigilância em Saúde, Central de Regulação e ambulatórios especializados também terão faixas salariais específicas, variando de R$ 100/h a R$ 200/h, dependendo da função e especialidade.

A presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), Francine Leão, criticou a medida. “Qualquer redução pode desestimular os profissionais a permanecerem na rede. Já há falta de condições adequadas de atendimento, e isso pode agravar ainda mais a situação”, afirmou.

A reunião também deve apresentar dados sobre carga horária e produtividade dos médicos na capital, além de discutir a organização dos Conselhos Locais de Saúde e definir pautas da próxima plenária.

Em julho deste ano, uma tentativa similar de reduzir os valores foi suspensa após forte reação da categoria. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que a nova proposta busca ajustar os pagamentos à realidade orçamentária e ao mercado, garantindo eficiência na aplicação de recursos e ampliando o número de profissionais na rede sem desvalorizar a classe médica.

Editor Sucesso