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Canadá, Reino Unido e Austrália oficializam reconhecimento do Estado Palestino

Canadá, Reino Unido e Austrália oficializam reconhecimento do Estado Palestino
EPA/ANGELO CARCONI/Proibida reprodução

Às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), três aliados históricos dos Estados Unidos — Canadá, Reino Unido e Austrália — anunciaram neste domingo (21) o reconhecimento formal do Estado da Palestina. As declarações foram divulgadas em pronunciamentos oficiais e por meio das redes sociais, em um gesto que marca uma nova etapa do debate internacional sobre a solução de dois Estados.

Os três países condenaram as ações de Israel em Gaza, que resultaram em dezenas de milhares de mortes, muitas delas de civis, mas também reforçaram críticas ao Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023, que deixou centenas de mortos e sequestrados em território israelense. Todos destacaram que o grupo não terá participação em um futuro governo palestino.

Canadá

O primeiro-ministro Mark Carney destacou que o apoio canadense à solução de dois Estados remonta a 1947, mas lamentou que os avanços tenham sido prejudicados por ataques do Hamas e por ações do governo de Israel, incluindo a expansão de assentamentos na Cisjordânia. Ele também citou a crise humanitária em Gaza, onde mais de 65 mil palestinos teriam perdido a vida desde os ataques israelenses.
Segundo Carney, o reconhecimento é um passo para “preservar a promessa de um futuro pacífico tanto para o Estado da Palestina quanto para Israel”.

Reino Unido

Em declaração pública, Keir Starmer afirmou que a medida busca reacender a esperança de paz. Ele defendeu a criação de um Estado Palestino viável ao lado de um Israel seguro. O premiê britânico condenou o Hamas, classificando-o como “organização terrorista brutal”, e exigiu a libertação imediata dos reféns do ataque de 2023. Ao mesmo tempo, responsabilizou Israel pela escalada da crise em Gaza e pelas mortes de milhares de civis.

Austrália

O primeiro-ministro Anthony Albanese ressaltou que o reconhecimento da Palestina, em conjunto com Canadá e Reino Unido, é parte de um esforço internacional coordenado para viabilizar a solução de dois Estados. Ele apontou ainda a necessidade de cessar-fogo em Gaza, libertação dos reféns e participação ativa da Liga Árabe e dos Estados Unidos no processo.

Contexto internacional

O movimento amplia a lista de países que formalizaram apoio ao Estado Palestino. Em 2024, Espanha, Noruega e Irlanda já haviam adotado a mesma decisão. No Brasil, o reconhecimento ocorreu em 2010, com base nas fronteiras de 1967, que incluem Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

Na próxima segunda-feira (22), a França e a Arábia Saudita promovem a segunda sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para debater soluções pacíficas e avançar na implementação da proposta de dois Estados.

Editor Sucesso