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Alta do diesel gera impacto bilionário e pressiona custos do agronegócio brasileiro

Alta do diesel gera impacto bilionário e pressiona custos do agronegócio brasileiro
Imagem da Internet/Reprodução

O aumento no preço do diesel já provocou um impacto significativo nas contas do agronegócio brasileiro, com prejuízos estimados em cerca de R$ 7,2 bilhões, segundo levantamento recente do setor. O combustível, essencial para o funcionamento de máquinas agrícolas e transporte da produção, tornou-se um dos principais fatores de pressão sobre os custos no campo. O estudo aponta que a escalada do preço do diesel, registrada nos últimos meses, está diretamente ligada ao aumento das despesas operacionais em diversas cadeias produtivas. A elevação do combustível afeta desde o preparo do solo até a colheita e o escoamento da produção, etapas altamente dependentes de maquinário movido a diesel.

Entre as culturas mais impactadas estão a cana-de-açúcar e a soja, que concentram grande parte das perdas financeiras. O aumento dos custos por hectare também atingiu outras lavouras importantes da agricultura brasileira, como milho, arroz, algodão e trigo, refletindo o efeito em cadeia sobre toda a produção agrícola. Além do impacto direto nas lavouras, o encarecimento do diesel também influenciou o custo do transporte, elemento fundamental para a logística do agronegócio em um país de dimensões continentais como o Brasil. O aumento nas despesas logísticas contribui para reduzir margens de lucro e pressiona a competitividade do setor.

Especialistas destacam que o cenário reforça a dependência do agronegócio em relação ao preço dos combustíveis fósseis, especialmente em um momento de volatilidade internacional. O estudo ainda indica que, caso o preço do diesel tivesse seguido um patamar mais elevado de referência internacional, o impacto financeiro no setor poderia ter sido ainda maior. O agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, segue monitorando a evolução dos preços energéticos, enquanto busca alternativas para reduzir custos e aumentar a eficiência produtiva diante da alta dos insumos.

Ana Carolina