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Sintego e SME divergem sobre números da greve da Educação em Goiânia; mobilização continua na rede municipal

Sintego e SME divergem sobre números da greve da Educação em Goiânia; mobilização continua na rede municipal
Divulgação/Reprodução

A mobilização dos trabalhadores da Educação em Goiânia segue marcada por divergências entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e a Secretaria Municipal de Educação (SME) em relação ao número de adesões à greve da categoria.

De acordo com o Sintego, a paralisação envolve professores e servidores administrativos da rede municipal e faz parte de um movimento que cobra avanços em pautas consideradas antigas pela categoria. Entre as principais reivindicações estão o pagamento de progressões funcionais, a reestruturação do plano de carreira dos servidores administrativos, o reajuste do piso salarial do magistério e a regularização de benefícios atrasados. A categoria afirma que a mobilização é resultado da falta de avanços concretos nas negociações com a Prefeitura de Goiânia, especialmente em temas como carreira, valorização profissional e condições de trabalho. O sindicato também reforça que a greve segue dentro dos parâmetros legais e que há acompanhamento da adesão nas unidades escolares.

Por outro lado, a Secretaria Municipal de Educação (SME) tem adotado uma posição de monitoramento da paralisação e informou que realizou levantamentos nas unidades escolares para verificar o funcionamento das instituições durante o movimento. A gestão municipal também reforça o compromisso com o diálogo e afirma que busca soluções dentro da legalidade e da viabilidade orçamentária. Segundo a pasta, medidas como a convocação de aprovados em concurso público, estudos sobre o plano de carreira dos servidores administrativos e o reajuste do piso do magistério estão em andamento. A SME também destacou que o objetivo é garantir o funcionamento da rede municipal de ensino e minimizar os impactos para estudantes e famílias.

A divergência entre os números de adesão apresentados pelo sindicato e pela administração municipal reflete o cenário de tensão entre as partes, que seguem em negociação sobre as reivindicações da categoria. Enquanto isso, a mobilização continua sendo acompanhada em diferentes unidades da rede municipal, com impactos variáveis no funcionamento das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Ana Carolina