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Prefeitura esclarece critérios usados na poda de árvores

Prefeitura esclarece critérios usados na poda de árvores
(Fotos: Divulgação/Amma)

A Prefeitura de Goiânia reforçou que os serviços de poda, manejo e retirada de árvores realizados na capital seguem critérios técnicos, ambientais e científicos definidos pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Segundo o município, todas as intervenções passam por análise especializada antes de qualquer autorização para evitar danos ambientais e garantir a segurança da população. De acordo com a administração municipal, as avaliações são feitas por técnicos habilitados da Amma, que analisam diversos fatores relacionados às condições das árvores. Entre os critérios observados estão o estado fitossanitário, estabilidade estrutural, risco de queda, presença de doenças, desprendimento de galhos e possíveis interferências em vias públicas, calçadas, imóveis e redes elétricas.

A prefeitura explica que a retirada de árvores ocorre apenas quando os laudos apontam necessidade técnica. Em muitos casos, o manejo é realizado para prevenir acidentes durante períodos de chuvas intensas e ventos fortes, principalmente em exemplares considerados comprometidos ou em estágio avançado de deterioração. O município destaca que as análises não se baseiam em apenas um fator isolado, mas em um conjunto de informações coletadas durante vistoria presencial.

Após a emissão do parecer técnico pela Amma, os processos são encaminhados para execução da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), responsável pela realização das podas e remoções autorizadas. A prefeitura também informou que, em situações de extirpação, pode haver recomendação para o plantio de novas mudas como forma de compensação ambiental e manutenção da arborização urbana.

A gestão municipal afirma ainda que Goiânia possui planejamento específico para arborização urbana por meio do Plano Diretor de Arborização Urbana. A legislação estabelece diretrizes para manejo, conservação, substituição de espécies e planejamento ambiental da cidade, buscando conciliar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e qualidade de vida. Entre os objetivos do plano estão a ampliação da cobertura vegetal, o uso de espécies adequadas ao ambiente urbano e a integração das árvores com a infraestrutura da cidade, incluindo redes aéreas e subterrâneas. Técnicos também trabalham na definição de espécies nativas do Cerrado consideradas mais apropriadas para plantio em áreas públicas.

Nos últimos meses, o tema ganhou repercussão entre moradores devido ao aumento das podas em diferentes regiões da capital. Em redes sociais e fóruns locais, parte da população demonstrou preocupação com cortes considerados excessivos e cobrou maior fiscalização sobre intervenções irregulares. A prefeitura respondeu reforçando que o manejo autorizado segue parâmetros técnicos e que podas clandestinas ou sem autorização são proibidas pela legislação ambiental.

A administração municipal também firmou acordos para disciplinar podas próximas à rede elétrica. Um dos termos de cooperação assinados pela prefeitura estabelece regras técnicas para intervenções realizadas em árvores que apresentam conflito com a fiação, além de exigir comunicação prévia e destinação ambientalmente correta dos resíduos vegetais. Segundo a Amma, os moradores que identificarem árvores com risco de queda, necessidade de poda ou sinais de comprometimento devem solicitar vistoria técnica pelos canais oficiais da prefeitura. O município alerta que intervenções sem autorização podem causar danos ambientais, comprometer a saúde das árvores e gerar penalidades previstas em lei.

Ana Carolina