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Lula aposta no fim da fila do INSS para 2026

Lula aposta no fim da fila do INSS para 2026
REUTERS/Adriano Machado

A redução da fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a ser vista pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das principais realizações que podem ser apresentadas durante a campanha de reeleição em 2026. A expectativa dentro do governo é que a demora na análise dos pedidos de benefícios seja praticamente eliminada antes do período eleitoral.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a chamada “fila do INSS” considera os pedidos que permanecem aguardando análise por mais de 45 dias. Dados do Ministério da Previdência indicam que esse estoque apresentou uma forte redução ao longo de 2026, com queda estimada em cerca de 70% entre janeiro e junho. A previsão da equipe responsável pela área é que o fim dessa espera possa ser alcançado ainda em setembro.

O tema ganhou importância política porque a demora na concessão de aposentadorias, auxílios e outros benefícios previdenciários vinha sendo um dos pontos de desgaste enfrentados pelo governo. Com a diminuição dos processos pendentes, integrantes do Executivo avaliam que o resultado pode se transformar em uma marca positiva da gestão e ser apresentado como avanço na prestação de serviços públicos.

Entre as medidas apontadas pelo governo como responsáveis pela redução da fila estão o reforço no número de peritos médicos, a ampliação do atendimento por assistentes sociais, a criação de programas de incentivo para análise de processos, a expansão da teleperícia, a realização de mutirões e o crescimento do uso do sistema AtestMed, que permite a solicitação de benefícios com envio de documentos pela internet.

O Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) também aparece como uma das iniciativas consideradas importantes para acelerar a análise dos pedidos. A medida prevê pagamentos adicionais a servidores que atuam além da capacidade habitual de atendimento e, segundo integrantes da Previdência, ajudou a aumentar o ritmo de conclusão dos processos.

Apesar da melhora nos números, o governo ainda avalia como desafio manter a fila controlada nos próximos anos. Uma das discussões internas envolve a possibilidade de prorrogação das ações emergenciais para evitar que o volume de pedidos volte a crescer após o encerramento dos programas de aceleração. A estratégia política é transformar a redução da espera por benefícios em um argumento de campanha, destacando a melhoria no atendimento aos segurados do INSS. O resultado final, porém, dependerá da continuidade das medidas e da capacidade do órgão de manter o ritmo de análise dos processos.

Ana Carolina