A Polícia Civil de Goiás investiga novas denúncias de assédio e importunação sexual contra o presidente da Associação da Feira Hippie de Goiânia, Waldivino da Silva. Duas mulheres registraram boletins de ocorrência relatando supostos episódios de abuso, que agora passam a integrar as investigações conduzidas pelas autoridades. De acordo com o advogado que representa as denunciantes, os novos relatos apresentam características semelhantes a uma denúncia anterior já apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). O órgão já havia denunciado o presidente por supostos crimes de importunação sexual e coação contra uma funcionária da associação.
Segundo a denúncia do MPGO, os fatos teriam ocorrido no ambiente de trabalho. A vítima afirmou que o presidente teria realizado contatos físicos sem consentimento, incluindo tentativas de beijo forçado e apalpamentos. Ainda conforme o processo, ela também teria sido alvo de ameaças e intimidações após rejeitar as investidas. Agora, com o surgimento de novas denúncias, a Polícia Civil deverá ouvir as vítimas, testemunhas e reunir outros elementos para apurar se houve a prática dos crimes relatados. As investigações seguem em andamento.
A defesa de Waldivino da Silva nega todas as acusações e afirma que o presidente é inocente. Segundo os advogados, os fatos apresentados pelas denunciantes não correspondem à realidade e serão devidamente esclarecidos durante o andamento do processo. O caso ganhou repercussão entre feirantes e frequentadores da tradicional Feira Hippie de Goiânia, considerada uma das maiores feiras livres da América Latina. As autoridades reforçam que as investigações continuam e que todas as denúncias serão analisadas para verificar a existência de provas que possam confirmar ou não os fatos narrados.





