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Lei libera R$ 15 bi para empresas afetadas por tarifas

Lei libera R$ 15 bi para empresas afetadas por tarifas
Claudio Neves/Fotos Públicas Fonte: Agência Senado

O governo federal sancionou uma nova medida que cria uma linha de crédito de até R$ 15 bilhões para empresas brasileiras afetadas pelo aumento de tarifas comerciais e pelas dificuldades provocadas pelo cenário internacional. A iniciativa faz parte do chamado Plano Brasil Soberano e tem como objetivo oferecer suporte financeiro a setores que enfrentam impactos nas exportações e na atividade produtiva.

A medida foi oficializada por meio da Lei 15.473, de 2026, após a conversão da Medida Provisória 1.345/2026 aprovada pelo Congresso Nacional. O programa busca fortalecer empresas que dependem do comércio exterior e que foram prejudicadas por mudanças nas relações comerciais, incluindo o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.

Os recursos poderão ser utilizados por empresas exportadoras de diversos segmentos, incluindo setores industriais, fornecedores ligados à cadeia produtiva, agronegócio, pecuária, pesca, aquicultura, mineração e outras áreas consideradas estratégicas para a economia nacional. Cooperativas, associações e organizações coletivas também poderão ter acesso às linhas de financiamento, desde que cumpram os critérios estabelecidos pelos órgãos responsáveis.

O crédito disponibilizado poderá ser aplicado em diferentes necessidades das empresas, como capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, ampliação da produção, modernização das operações e investimentos em inovação tecnológica. A medida também prevê apoio para adaptações necessárias ao atendimento de exigências do mercado internacional, como regras sanitárias, ambientais, de rastreabilidade e padrões de qualidade exigidos por outros países.

A nova lei autoriza inicialmente até R$ 15 bilhões para as operações de financiamento, mas esse limite poderá ser ampliado em até R$ 13,5 bilhões, podendo alcançar um total autorizado de R$ 28,5 bilhões caso sejam utilizados recursos previstos na regulamentação.  O funcionamento das linhas de crédito será realizado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras habilitadas. Essas instituições serão responsáveis pela análise das operações e pela liberação dos financiamentos às empresas que se enquadrarem nas regras do programa.

A criação desse mecanismo ocorre em um momento de preocupação de setores exportadores brasileiros diante das mudanças no comércio internacional. Empresas que dependem das vendas para outros países podem enfrentar aumento de custos, perda de competitividade e dificuldades para manter contratos externos, especialmente quando novas barreiras comerciais são impostas.  Segundo o governo, a proposta busca reduzir os impactos sobre a produção nacional, preservar empregos e dar condições para que empresas mantenham suas atividades enquanto enfrentam um ambiente internacional mais instável. A expectativa é que os financiamentos ajudem principalmente setores que possuem forte participação nas exportações brasileiras.

A medida também abre espaço para investimentos que podem aumentar a competitividade das empresas brasileiras no mercado global, permitindo modernização de processos, melhorias tecnológicas e adequação às novas exigências dos compradores internacionais. O programa passa a ser uma das principais ações de apoio do governo para empresas afetadas pelo chamado “tarifaço”, em uma tentativa de proteger setores estratégicos da economia e minimizar os efeitos de disputas comerciais que podem atingir a produção e as exportações do país.

Ana Carolina