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Goiânia amplia prazo para proteção contra o VSR em crianças

Goiânia amplia prazo para proteção contra o VSR em crianças
Imagem da Internet/Reprodução

A Prefeitura de Goiânia mantém até o dia 31 de agosto a aplicação do nirsevimabe para crianças menores de 2 anos que possuem comorbidades e fazem parte dos grupos considerados mais vulneráveis a complicações provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A medida busca ampliar a proteção durante o período de maior circulação do vírus e atender crianças que apresentam maior risco de desenvolver quadros respiratórios graves.

A aplicação é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde no Centro Municipal de Vacinação, localizado no Setor Pedro Ludovico. O atendimento ocorre diariamente, das 8h às 18h. Para receber a proteção, os responsáveis devem levar um documento da criança, como Certidão de Nascimento, CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS), além de documentação médica que comprove a condição de saúde.

O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal utilizado para proteger contra o VSR e passou a fazer parte da estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2026. A iniciativa do Ministério da Saúde prioriza crianças que apresentam maior possibilidade de desenvolver complicações em decorrência da infecção pelo vírus.

Entre os grupos que podem ser contemplados estão crianças com cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, doença pulmonar crônica relacionada à prematuridade, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves e determinadas anomalias congênitas das vias aéreas. A indicação, porém, depende do atendimento aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

O VSR é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias entre crianças pequenas. Embora muitas infecções apresentem evolução leve, o vírus pode provocar doenças mais graves, principalmente em bebês e crianças que possuem fatores de risco. Entre as complicações estão a bronquiolite e a pneumonia, que em determinados casos podem levar à necessidade de atendimento hospitalar.

Dados citados pelo Ministério da Saúde apontam que o VSR tem participação importante nos casos de bronquiolite viral aguda e pneumonia em crianças menores de 2 anos, especialmente durante os períodos de maior circulação do vírus. Por isso, a estratégia de proteção busca alcançar justamente aquelas crianças que apresentam maior vulnerabilidade.

Em Goiânia, a manutenção da aplicação até o fim de agosto permite que as famílias que ainda não procuraram o serviço tenham tempo para verificar se a criança atende aos critérios e providenciar a documentação necessária. O prazo, no entanto, termina no dia 31 de agosto, o que exige atenção dos responsáveis.

A documentação médica é uma das exigências para a aplicação em crianças com comorbidades. O relatório, laudo ou prescrição deve apresentar a condição clínica da criança ou o respectivo CID-10 e conter a identificação do profissional responsável, com assinatura, carimbo e registro médico.

A estratégia adotada pelo Ministério da Saúde representa uma mudança importante na prevenção das formas graves provocadas pelo VSR. Com a disponibilização do nirsevimabe pelo SUS, crianças que fazem parte dos grupos prioritários passam a contar com uma alternativa específica de proteção durante o período de maior circulação do vírus.

Para as famílias de Goiânia, o principal ponto de atenção neste momento é o prazo. Crianças menores de 2 anos que apresentam as condições previstas na estratégia devem ser avaliadas quanto à elegibilidade e, caso estejam dentro dos critérios, podem receber a proteção no Centro Municipal de Vacinação até 31 de agosto.

A recomendação é que os responsáveis não deixem para procurar o serviço nos últimos dias e levem todos os documentos necessários para facilitar o atendimento. Em caso de dúvidas sobre os critérios ou sobre a documentação, a orientação é buscar informações diretamente com a Secretaria Municipal de Saúde.

A iniciativa reforça a importância da prevenção durante o período de circulação do VSR, especialmente entre crianças pequenas que apresentam condições de saúde capazes de aumentar o risco de complicações. A proteção adequada pode contribuir para reduzir a ocorrência de quadros graves e a necessidade de hospitalização.

Ana Carolina