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Defesa de Renan tenta reverter decisão de Toffoli

Defesa de Renan tenta reverter decisão de Toffoli

A defesa do candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, trabalha para tentar derrubar a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão de parte das atividades da campanha eleitoral do presidenciável.

O advogado Arthur Rollo afirmou que espera uma reavaliação da decisão pelo plenário do TSE nesta terça-feira (1º). Segundo ele, a medida tomada individualmente pelo ministro não teria sustentação jurídica e poderá ser modificada quando analisada pelos demais integrantes da Corte.

A decisão de Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral da chapa de Renan, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação do candidato em debates, entrevistas e outros espaços de comunicação. A determinação ocorreu após questionamentos relacionados à indicação de perfis de internet utilizados pela campanha.

A defesa pretende apresentar um mandado de segurança contra a decisão, mas Rollo avalia que o próprio TSE poderá analisar a questão antes que o recurso tenha efeitos práticos. O advogado também afirmou que a suspensão já trouxe prejuízos à campanha, citando a impossibilidade de Renan participar de uma sabatina que estava marcada para segunda-feira.

Rollo declarou ainda que considera a decisão excepcional e afirmou não ter presenciado medida semelhante durante seus anos de atuação na área eleitoral. Na avaliação da defesa, eventuais irregularidades relacionadas às redes sociais não justificariam a interrupção de toda a campanha nem a restrição da participação do candidato em entrevistas e debates.

A expectativa agora está concentrada na possível análise do caso pelo plenário do TSE. Se os demais ministros concordarem com os argumentos apresentados pela defesa, a decisão poderá ser modificada e Renan poderá retomar as atividades que foram suspensas.

O caso acontece em meio ao calendário das eleições de 2026 e acrescenta mais uma disputa judicial à campanha presidencial. Até uma eventual nova decisão do tribunal, permanecem valendo as determinações estabelecidas por Toffoli.

Ana Carolina