Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (8) mostra um cenário de forte equilíbrio nas simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. O levantamento Nexus, contratado pelo BTG Pactual, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece tecnicamente empatado com três possíveis adversários: o senador Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e o escritor Augusto Cury.
Os números reforçam a possibilidade de uma disputa bastante competitiva no segundo turno, especialmente porque as diferenças entre os candidatos ficam dentro ou próximas da margem de erro da pesquisa. O levantamento também mostra que Lula mantém vantagem diante de outros nomes testados, como Romeu Zema e Renan Santos.
Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico.
Nesse cenário, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos. Outros 1% disseram não saber ou preferiram não responder.
O resultado mostra uma disputa praticamente equilibrada entre os dois nomes e sinaliza que, caso esse cenário se confirme durante a campanha, cada ponto percentual poderá ter peso significativo na definição do resultado eleitoral.
Outra simulação realizada pelo levantamento coloca Lula frente a frente com Ronaldo Caiado. Nesse caso, o atual presidente aparece com 46%, enquanto o ex-governador de Goiás soma 43%.
Apesar de Lula estar três pontos à frente numericamente, a diferença ainda está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais. Por isso, o cenário também é classificado como empate técnico.
A pesquisa aponta ainda que 10% dos entrevistados não escolheriam nenhum dos dois, votariam em branco ou anulariam o voto. Outros 1% não souberam ou não responderam.
O resultado evidencia que Caiado aparece como um dos nomes capazes de estabelecer uma disputa competitiva com o atual presidente. A distância relativamente pequena entre os dois candidatos também demonstra o grau de incerteza existente neste momento da corrida eleitoral.
O levantamento também testou, pela primeira vez, uma eventual disputa entre Lula e o escritor Augusto Cury.
Nesse cenário, Cury aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43%. Assim como ocorre com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, a diferença está dentro da margem de erro e, portanto, configura empate técnico.
A pesquisa aponta que 10% dos entrevistados escolheriam votar em branco, anular o voto ou não optar por nenhum dos dois candidatos, enquanto 1% não soube responder.
O resultado chama atenção por colocar Cury numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno, embora os números não permitam afirmar que exista uma vantagem estatisticamente consolidada.
O cenário muda quando o adversário testado é Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais.
Na simulação, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Zema registra 40%. Nesse caso, a vantagem do presidente é maior e fica acima da margem de erro.
Entre os entrevistados, 11% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 2% disseram não saber ou não responderam.
O resultado indica que, entre os cenários analisados, Zema encontra uma desvantagem maior em uma eventual disputa direta contra Lula.
O levantamento ainda apresentou uma simulação entre Lula e Renan Santos, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão.
Nesse confronto, Lula aparece com 47%, enquanto Renan Santos registra 39%.
A diferença de oito pontos percentuais coloca o presidente em uma posição mais confortável neste cenário. Ainda assim, uma parcela significativa dos entrevistados permanece sem escolher nenhum dos candidatos: 13% optariam pelo voto branco, nulo ou por nenhum dos nomes, enquanto 1% não soube ou não respondeu.
Os números apresentados pela pesquisa Nexus/BTG indicam que a corrida presidencial ainda apresenta um cenário bastante aberto. Embora Lula apareça à frente em alguns confrontos, em outros a diferença é pequena o suficiente para caracterizar empate técnico.
O levantamento mostra, principalmente, que a escolha do adversário pode alterar significativamente o equilíbrio de uma eventual disputa de segundo turno.
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula por apenas um ponto percentual. Já Ronaldo Caiado fica três pontos atrás, enquanto Augusto Cury aparece dois pontos à frente do presidente. Nos confrontos contra Zema e Renan Santos, por outro lado, Lula apresenta vantagens mais amplas.
Esses resultados devem ser interpretados levando em consideração que a eleição ainda está em processo de formação e que pesquisas realizadas neste momento representam apenas um retrato das preferências dos eleitores no período em que foram entrevistados.
Além disso, uma parcela dos entrevistados ainda declara intenção de votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos nomes apresentados. Esse grupo pode ganhar importância ao longo da campanha, principalmente quando os candidatos começarem a apresentar suas propostas de forma mais intensa e a disputa eleitoral ficar mais definida.





