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Sessão caótica no STF termina sem solução e crise segue indefinida

Sessão caótica no STF termina sem solução e crise segue indefinida

O Supremo Tribunal Federal viveu nesta terça-feira, dia 15, um dos dias mais tensos e constrangedores de sua história recente. O que era para ser a sessão que colocaria um ponto final na crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça acabou sem decisão nenhuma, com troca de acusações, gritos no plenário e um pedido de vista que joga tudo para um futuro incerto.

A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para decidir se o STF vai abrir ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por causa de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso envolve mensagens trocadas entre os dois e um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia da família de Moraes.Logo na abertura, o clima já estava pesado. Fachin precisou separar o julgamento em duas partes.

Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de votar – Toffoli por foro íntimo e Nunes Marques por presidir o TSE e após ter o nome do filho citado em mensagens do celular de Vorcaro.O ponto central da confusão foi uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. Ele queria que os casos de Moraes e de Mendonça fossem julgados juntos no dia 23. A proposta dividiu o plenário ao meio: 4 votos a favor da união, de Gilmar, Moraes, Zanin e Flávio Dino, e 4 votos contra, de Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia.

Ana Carolina