Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma série de problemas na execução do programa Cozinha Solidária, iniciativa criada pelo governo federal dentro do Plano Brasil Sem Fome para ampliar o acesso a refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
De acordo com reportagem do UOL publicada nesta quinta-feira (17), a fiscalização encontrou situações envolvendo refeições sem comprovação adequada de entrega, pagamentos realizados em duplicidade e unidades que, segundo a auditoria, sequer chegaram a funcionar. O levantamento analisou 32 cozinhas que receberam aproximadamente R$ 14 milhões em recursos públicos durante 2024 e 2025.
Um dos principais pontos identificados pela CGU diz respeito à dificuldade de comprovar que parte das refeições informadas pelas unidades realmente foi entregue à população. Segundo os dados apresentados na reportagem, 62% das unidades analisadas apresentaram algum tipo de problema relacionado à comprovação da oferta das refeições.
A auditoria encontrou diferentes tipos de inconsistências na documentação apresentada pelas cozinhas. Entre os problemas apontados estão registros fotográficos repetidos, documentos com sinais de rasura e relatos de pessoas que afirmaram não ter recebido refeições que apareciam registradas como distribuídas.
Essas situações levaram os auditores a questionar a confiabilidade de parte das informações utilizadas para comprovar a execução do programa. A existência de documentação considerada inadequada não significa automaticamente que todas as refeições registradas deixaram de ser fornecidas, mas indica, segundo a fiscalização, que os mecanismos de controle utilizados pelas unidades não foram suficientes para comprovar adequadamente a execução dos serviços.





