Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do Partido Liberal (PL), foram eleitas senadoras pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. O resultado confirmou a força do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro na capital federal e garantiu ao PL duas das três cadeiras do Distrito Federal no Senado Federal.
A eleição também representa um marco histórico para a representação feminina no Senado. A partir de 2027, as três cadeiras destinadas ao Distrito Federal serão ocupadas por mulheres, já que Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se juntarão a Damares Alves, do Republicanos, que possui mandato até 2031.
Michelle foi a candidata mais votada para o Senado no Distrito Federal. Com 100% das urnas apuradas, ela recebeu 938.496 votos, correspondentes a 29,05% dos votos válidos. Bia Kicis ficou com a segunda vaga, alcançando 886.616 votos, ou 27,44% dos votos válidos.
As duas candidatas do PL ficaram à frente de Leila do Vôlei, do PDT, e Erika Kokay, do PT, que disputavam as duas vagas disponíveis neste ano. O resultado consolidou uma vitória importante para o partido no Distrito Federal, que passará a ocupar duas das três cadeiras destinadas à unidade da Federação.
A campanha de Michelle e Bia foi realizada de forma conjunta. As duas compartilharam palanques e defenderam pautas próximas, principalmente relacionadas à direita e ao conservadorismo. A estratégia de apresentar as candidaturas de maneira integrada acabou sendo bem-sucedida nas urnas, permitindo que as duas alcançassem votação suficiente para garantir a eleição.
Para Michelle Bolsonaro, o resultado tem um significado ainda maior por representar sua primeira eleição para um cargo público. Ex-primeira-dama do Brasil entre 2019 e 2022, ela nunca havia disputado uma eleição antes de entrar na corrida pelo Senado em 2026.
A trajetória de Michelle na vida pública ganhou projeção durante o período em que esteve à frente do papel de primeira-dama. Durante o governo de Jair Bolsonaro, ela participou de ações relacionadas ao voluntariado, inclusão social e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, além de desenvolver uma atuação voltada para a comunidade surda e para a divulgação da Língua Brasileira de Sinais, a Libras.
Um dos momentos de maior destaque de sua atuação como primeira-dama ocorreu durante a posse presidencial de 2019, quando Michelle utilizou Libras em parte de seu discurso. A iniciativa ajudou a ampliar sua visibilidade e reforçou a imagem de uma atuação pública voltada para pautas de inclusão.
Na campanha para o Senado, Michelle levou algumas dessas bandeiras para o discurso eleitoral. Entre os temas defendidos estavam a inclusão de pessoas com deficiência, o apoio a pessoas com doenças raras, o voluntariado e ações voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A vitória também aumenta o peso político de Michelle dentro do campo conservador brasileiro. Ela ocupa a presidência do PL Mulher e, ao longo dos últimos anos, passou a ser considerada uma das principais figuras femininas ligadas ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a eleição para o Senado, Michelle passa agora a ter um mandato eletivo próprio e deverá participar diretamente das discussões nacionais no Congresso. A nova função também poderá ampliar sua influência dentro do PL e entre os grupos políticos que apoiam a família Bolsonaro.
Bia Kicis, por sua vez, chega ao Senado depois de dois mandatos consecutivos como deputada federal pelo Distrito Federal. Ela foi eleita para a Câmara pela primeira vez em 2018 e conseguiu a reeleição em 2022.
Antes de ingressar definitivamente na política eleitoral, Bia Kicis construiu carreira na área jurídica. Formada em Direito pela Universidade de Brasília, ingressou no serviço público em 1992 após ser aprovada em concurso para procuradora do Distrito Federal. Ao longo da carreira, ocupou diferentes funções na Procuradoria-Geral do Distrito Federal e se aposentou como subprocuradora-geral em 2016.
Sua entrada na política ocorreu nas eleições de 2018. Desde então, Bia se consolidou como uma das parlamentares mais identificadas com o campo político de Jair Bolsonaro. Durante sua passagem pela Câmara, ocupou posições de destaque e ganhou projeção especialmente em debates envolvendo segurança pública, liberdade de expressão e questões institucionais.
Bia Kicis também fez história ao se tornar a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, uma das principais comissões da Casa. A experiência adquirida durante os dois mandatos deverá ser levada agora para sua atuação no Senado.
A eleição das duas candidatas ocorre em um momento de fortalecimento da direita no Congresso Nacional. O resultado do Distrito Federal acompanha uma tendência observada em outras partes do país, com o PL ampliando sua presença no Senado e elegendo diversos nomes ligados ao campo conservador.
No Distrito Federal, essa mudança fica ainda mais evidente porque as duas novas senadoras pertencem ao mesmo partido e estão politicamente alinhadas ao grupo de Jair Bolsonaro. A terceira representante do DF no Senado, Damares Alves, também mantém proximidade política com o ex-presidente.
Com isso, a bancada do Distrito Federal no Senado terá uma composição totalmente feminina e, ao mesmo tempo, majoritariamente ligada ao mesmo campo político. Será a primeira vez que as três cadeiras da unidade da Federação serão ocupadas simultaneamente por mulheres.
A conquista representa também uma mudança histórica na participação feminina na representação do Distrito Federal no Senado. Durante muitos anos, nenhuma mulher havia sido eleita titular para representar a capital federal na Casa. Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei, foi a primeira mulher eleita titular pelo DF, em 2018. Em 2022, Damares Alves também conquistou uma vaga.
Agora, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ampliam esse espaço e passam a formar, junto com Damares, uma bancada exclusivamente feminina no Senado.
O resultado eleitoral também chama atenção pelos números obtidos pelas duas candidatas. Michelle alcançou uma das maiores votações já registradas em uma eleição para o Senado no Distrito Federal, superando inclusive marcas de eleições anteriores. Bia também conseguiu uma votação expressiva, ficando pouco mais de 50 mil votos atrás da colega de partido.
Outro fator relevante foi o desempenho das duas em comparação com outros nomes importantes da política nacional. Michelle chegou a superar, no Distrito Federal, a votação obtida por Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. O resultado demonstra a força eleitoral alcançada pela ex-primeira-dama dentro da capital federal.
A eleição também fortalece a presença da família Bolsonaro no cenário político nacional. Com Flávio Bolsonaro disputando a Presidência da República e Michelle chegando ao Senado, a família passa a ocupar posições estratégicas em diferentes áreas do poder político.
Para o PL, a vitória no Distrito Federal representa uma conquista importante tanto do ponto de vista eleitoral quanto estratégico. O Senado possui papel fundamental na análise de projetos, na fiscalização do governo federal e em decisões envolvendo autoridades e instituições da República.
A presença de Michelle e Bia Kicis na Casa deverá contribuir para ampliar a bancada de oposição ou de apoio ao campo político conservador, dependendo do resultado final da eleição presidencial e da composição das forças políticas a partir de 2027.
As duas novas senadoras terão pela frente um mandato de oito anos, com início em 2027 e término em 2035. Durante esse período, deverão participar de votações e debates sobre temas de grande impacto nacional, além de representar os interesses do Distrito Federal no Congresso.
A chegada de Michelle ao Senado também abre uma nova etapa em sua trajetória política. Depois de exercer a função de primeira-dama e atuar na direção do PL Mulher, ela passa agora a ocupar uma posição institucional dentro do Legislativo. Seu desempenho no Congresso será acompanhado de perto por aliados, adversários e pelo próprio eleitorado conservador.
Bia Kicis, por sua vez, chega ao Senado levando a experiência de oito anos na Câmara dos Deputados. A mudança de Casa permitirá que ela atue em uma esfera diferente do Congresso e participe de debates relacionados a temas que também fazem parte de sua trajetória política.
A eleição das duas demonstra ainda que o Distrito Federal continua sendo um dos principais redutos eleitorais do bolsonarismo. O desempenho expressivo das candidatas do PL reforça a influência desse grupo político entre os eleitores da capital e estabelece uma forte presença conservadora na representação do DF no Senado.
Com a eleição confirmada, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis começam agora a preparação para assumir seus novos cargos. A partir de 2027, as duas terão a responsabilidade de representar os interesses do Distrito Federal e participar das principais decisões políticas do país.
O resultado das urnas também deixa uma marca histórica: pela primeira vez, o Distrito Federal terá suas três cadeiras no Senado ocupadas simultaneamente por mulheres. Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Damares Alves formarão uma bancada feminina inédita na história da unidade da Federação.
A vitória das duas candidatas do PL, portanto, representa mais do que uma mudança na composição do Senado. O resultado fortalece a participação feminina na política, amplia a presença do PL na Casa e consolida a influência do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Distrito Federal e no cenário nacional.





