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Goiânia prevê R$ 1 bilhão em investimentos em 2026

Goiânia prevê R$ 1 bilhão em investimentos em 2026

A Prefeitura de Goiânia estima investir R$ 1,03 bilhão até o fim de 2026. A previsão foi apresentada pelo prefeito Sandro Mabel durante a prestação de contas do segundo quadrimestre do ano, realizada na segunda-feira (26), na Câmara Municipal. O balanço, referente ao período de janeiro a agosto, destacou o crescimento dos investimentos públicos, o resultado positivo das contas municipais e o planejamento de novas obras nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e mobilidade urbana.

De acordo com os dados apresentados, o município executou R$ 663,3 milhões em investimentos nos primeiros oito meses de 2026. O valor representa um crescimento de aproximadamente 301,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram aplicados R$ 165,2 milhões. O montante registrado até agosto também já supera o total investido ao longo de todo o ano passado, que foi de R$ 501 milhões.

Durante a apresentação do relatório, o prefeito ressaltou que a administração pretende manter o ritmo de investimentos nos próximos anos. A projeção é que os recursos destinados a obras e melhorias urbanas ultrapassem R$ 4 bilhões até o encerramento do mandato, considerando o planejamento financeiro para os exercícios seguintes.

O relatório financeiro também apontou um superávit orçamentário de R$ 389 milhões no acumulado de janeiro a agosto de 2026. No período, a receita arrecadada pelo município chegou a aproximadamente R$ 7,27 bilhões, enquanto as despesas liquidadas somaram R$ 6,88 bilhões.

Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando a arrecadação foi de R$ 6,65 bilhões, houve crescimento de cerca de 9,4% nas receitas municipais. Os números apresentados indicam uma diferença positiva entre os valores arrecadados e as despesas liquidadas, embora esse resultado, isoladamente, não signifique que todo o montante esteja disponível em caixa.

Outro indicador destacado durante a prestação de contas foi o resultado primário, calculado conforme a metodologia da Secretaria do Tesouro Nacional. O saldo alcançou R$ 137,9 milhões, ficando R$ 5,2 milhões acima da meta estabelecida para o período, de R$ 132,7 milhões.

A administração municipal afirmou que pretende preservar o equilíbrio financeiro e melhorar a arrecadação, com foco na cobrança de débitos existentes, sem recorrer ao aumento de impostos. A manutenção das contas públicas dentro dos limites legais é considerada importante para sustentar os investimentos planejados e garantir a continuidade dos serviços oferecidos à população.

Entre as áreas que devem receber recursos nos próximos meses estão a recuperação da malha viária, a ampliação da infraestrutura urbana e a implantação de melhorias no transporte coletivo. O planejamento apresentado pela Prefeitura inclui ações para atender tanto bairros mais recentes quanto regiões antigas da capital que necessitam de manutenção e recuperação do pavimento.

Um dos destaques é o Programa de Recapeamento Asfáltico, que prevê a recuperação de 500 quilômetros de vias em 2027 e outros 500 quilômetros em 2028. A proposta busca melhorar as condições de circulação, reduzir problemas provocados pelo desgaste do asfalto e ampliar a qualidade da infraestrutura viária em diferentes regiões da cidade.

Na área de mobilidade, Sandro Mabel também anunciou a previsão de construção de um viaduto na Avenida Perimetral Norte. O projeto deverá contar com uma estrutura elevada e alças laterais, com o objetivo de melhorar o fluxo de veículos e reduzir dificuldades no trânsito da região.

Outra medida anunciada envolve a implantação de novos corredores para o transporte coletivo. Segundo as informações apresentadas, o planejamento contempla 28 novos corredores de ônibus, além de 300 quilômetros de corredores com prioridade e organização do tráfego para o transporte coletivo.

As intervenções fazem parte de um conjunto de medidas voltadas à melhoria dos deslocamentos urbanos. A expectativa é que obras viárias e mudanças na estrutura de circulação contribuam para tornar o trânsito mais organizado e facilitar o acesso da população a diferentes pontos da capital.

A prevenção de alagamentos também aparece entre as prioridades da gestão municipal. Durante a prestação de contas, o prefeito destacou a previsão de obras de contenção e drenagem em áreas próximas aos córregos Cascavel, Botafogo e Capim Puba.

Essas intervenções têm como objetivo melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir os impactos das chuvas em regiões que enfrentam problemas recorrentes de inundação. Obras desse tipo são importantes para minimizar transtornos no trânsito, diminuir os danos à infraestrutura e aumentar a segurança de moradores e comerciantes.

O planejamento de drenagem e contenção integra as ações de infraestrutura previstas pela administração. A execução dos projetos, no entanto, depende do andamento dos procedimentos necessários e do cumprimento das etapas técnicas e administrativas de cada obra.

Na área da saúde, os dados apresentados indicam que Goiânia aplicou 18,57% das receitas provenientes de impostos no período analisado. O percentual está acima do mínimo constitucional de 15% exigido para o setor.

Em valores absolutos, os recursos aplicados chegaram a aproximadamente R$ 798 milhões. A expectativa da administração é encerrar 2026 com uma participação ainda maior dos investimentos em saúde, próxima de 19,7% das receitas consideradas no cálculo.

Entre as iniciativas anunciadas estão a construção ou reconstrução de oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com investimento estimado em cerca de R$ 22 milhões por unidade, além da implantação de 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em bairros da capital.

Segundo as informações apresentadas, parte dos projetos está em execução, enquanto outras unidades ainda passam por etapas administrativas, como processos de licitação.

A ampliação da rede de atendimento é apontada como uma das estratégias para fortalecer os serviços municipais de saúde. Com novas unidades, a intenção é ampliar a estrutura disponível para a população e melhorar a distribuição dos atendimentos nos bairros, especialmente nas regiões que necessitam de maior cobertura.

A educação também esteve entre os temas abordados durante a apresentação dos números municipais. Até agosto, a aplicação de recursos no setor correspondia a 21,88% da base de receitas utilizada para o cálculo do indicador.

O percentual ainda estava abaixo do mínimo constitucional de 25%, mas a Prefeitura informou que trabalha com a previsão de alcançar o patamar legal até o encerramento do exercício. Na apresentação, a estimativa indicada pelo prefeito foi de aproximadamente 25,06% ao fim de 2026.

Entre as iniciativas mencionadas estão investimentos em tecnologia e melhorias na estrutura das escolas municipais. As ações incluem a aquisição de computadores e tablets, a instalação de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula e a modernização dos equipamentos utilizados nas atividades pedagógicas.

A destinação desses recursos busca contribuir para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem, oferecendo às unidades escolares equipamentos mais adequados às necessidades de alunos e profissionais da educação.

O cumprimento do percentual mínimo previsto na Constituição é uma obrigação legal dos municípios. Por isso, a execução das despesas ao longo do ano precisa ser acompanhada para verificar se o índice exigido será efetivamente atingido até dezembro.

Outro ponto apresentado no balanço foi o comprometimento das receitas com as despesas de pessoal do Poder Executivo. Segundo o relatório divulgado pelo Diário de Goiás, o indicador estava em 45,58% da Receita Corrente Líquida, que somou R$ 9,25 bilhões na base informada.

A administração trabalha com a possibilidade de que esse percentual se aproxime de 48% até o fim do ano. Entre os fatores apontados para o crescimento estão reajustes salariais e a concessão de gratificações por desempenho aos servidores municipais.

O acompanhamento desse indicador é importante porque a legislação fiscal estabelece limites para os gastos com pessoal, exigindo que o poder público mantenha as despesas dentro dos parâmetros permitidos.

Em relação ao endividamento, os números apresentados apontam que a Dívida Consolidada Líquida correspondia a 4,27% da Receita Corrente Líquida, percentual distante do limite de 120% previsto para esse indicador. As operações de crédito, por sua vez, representavam 3,15% da receita considerada no cálculo, abaixo do limite de 16% mencionado no relatório.

Esses indicadores foram utilizados pela administração para demonstrar a situação fiscal do município e a margem existente em relação aos limites legais de endividamento e contratação de crédito.

Ainda assim, a manutenção desses parâmetros depende do acompanhamento permanente das receitas, despesas, compromissos financeiros e investimentos previstos para os próximos exercícios.

A prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026 apresentou um cenário de aumento dos investimentos e resultado orçamentário positivo no acumulado do ano. A Prefeitura também detalhou projetos nas áreas de infraestrutura, mobilidade, drenagem, saúde e educação, com previsão de continuidade das aplicações nos próximos exercícios.

A meta de alcançar R$ 1,03 bilhão em investimentos até dezembro representa um dos principais objetivos financeiros anunciados pela gestão. Para os anos seguintes, o planejamento apresentado prevê a ampliação dos recursos destinados a obras e melhorias urbanas, com a intenção de superar R$ 4 bilhões em investimentos ao longo do mandato.

Os resultados, entretanto, precisarão ser acompanhados durante a execução orçamentária, uma vez que valores projetados dependem da disponibilidade de recursos, do andamento das obras e do cumprimento das etapas administrativas.

A evolução das contas públicas e a concretização dos projetos anunciados serão fatores importantes para avaliar os efeitos dos investimentos na infraestrutura e nos serviços oferecidos à população de Goiânia.

Ana Carolina