A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), realizou uma apreensão significativa na última quinta-feira (29). Foram encontrados 379 vídeos contendo cenas de abuso sexual infantil no computador de um adolescente de 17 anos, morador de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia.
A investigação teve início após as autoridades identificarem que pelo menos 162 arquivos com conteúdo ilegal haviam sido publicados na internet, por meio de plataformas de armazenamento em nuvem. Diante das evidências, a Justiça autorizou a expedição de mandado de busca e apreensão, bem como a quebra de dados dos dispositivos eletrônicos do jovem.
Durante o cumprimento da ordem judicial, além do computador, a polícia apreendeu diversos aparelhos, como celulares, pen drives e discos rígidos externos (HDs), onde também foram encontrados materiais ilícitos relacionados ao crime. Todo o conteúdo recolhido será minuciosamente analisado por peritos especializados, com o objetivo de identificar a origem dos arquivos e possíveis conexões com outras pessoas envolvidas na disseminação dessas imagens.
O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de armazenamento de pornografia infantil, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A ação reforça o combate das autoridades aos crimes contra crianças e adolescentes no ambiente digital, um problema que tem crescido com o avanço da tecnologia e o fácil acesso à internet.
Este caso integra uma série de operações realizadas pelas forças de segurança em Goiás para enfrentar crimes cibernéticos e proteger menores de idade. No início deste mês, por exemplo, um homem de 46 anos foi preso em flagrante em Aparecida de Goiânia durante a terceira fase da Operação Anjos da Guarda, coordenada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de armazenar imagens de abuso sexual infantil em dispositivos eletrônicos e manter conversas com teor sexual com uma adolescente de 14 anos. O suspeito permanece detido e à disposição da Justiça.
As autoridades reforçam a importância da denúncia de situações que envolvam crimes contra crianças e adolescentes, seja por meio dos canais oficiais de segurança pública ou serviços de apoio especializados. A proteção aos menores é uma prioridade constante, e a cooperação da sociedade é fundamental para o sucesso dessas investigações.





