A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) declarou publicamente sua oposição à instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as denúncias de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A parlamentar argumenta que a Polícia Federal (PF) já está conduzindo investigações profundas e eficientes sobre o esquema que resultou em descontos ilegais nas aposentadorias de milhares de contribuintes em todo o país.
Em entrevista concedida recentemente, Adriana Accorsi destacou que o processo investigativo está em andamento e que a Justiça tem agido de forma firme para responsabilizar os envolvidos. Para ela, a criação da CPMI seria redundante e poderia até atrapalhar os trabalhos em curso.
“A CPMI é absolutamente desnecessária neste momento. A Polícia Federal está apurando os fatos com muita competência, e a Justiça está atuando. Então, qual é o sentido de criar uma comissão para investigar algo que já está sendo devidamente investigado?”, questionou a deputada.
Adriana também atribuiu a origem do esquema fraudulento à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que os golpes começaram durante o seu governo. Segundo ela, “as provas apontam que 11 das 13 entidades envolvidas foram criadas ainda no governo Temer, mas o esquema ganhou força e se consolidou durante a administração Bolsonaro”.
A deputada foi enfática ao dizer que a proposta de instalação da CPMI poderá ser “um tiro no pé da extrema-direita”, pois pode acabar expondo ainda mais os fatos ligados às gestões anteriores e gerar um desgaste político para os parlamentares que defendem essa comissão.
O escândalo do INSS, que envolve descontos indevidos nas aposentadorias de milhares de beneficiários, ganhou repercussão nacional e provocou uma série de questionamentos sobre a fiscalização e gestão dos recursos do instituto. Segundo dados levantados, o esquema vinha operando há anos, com indícios de má gestão e fraudes aplicadas em benefício de entidades ligadas a aposentados.
Diante do cenário, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar os responsáveis e tentar recuperar valores desviados. A Justiça, por sua vez, já determinou bloqueios e medidas cautelares para impedir que os envolvidos continuem prejudicando os contribuintes.
Adriana Accorsi reforça que o momento exige união e foco na investigação séria e imparcial, sem interferências políticas que possam desvirtuar o processo. Para ela, a CPMI proposta, que conta com o apoio de parte da oposição, não contribuiria para o avanço das apurações e pode ser usada como ferramenta de manobra política.
“A prioridade deve ser garantir que as investigações sigam seu curso, com transparência e rapidez, para que os responsáveis sejam punidos e as vítimas tenham seus direitos restabelecidos. Precisamos deixar de lado interesses partidários e trabalhar pelo bem dos brasileiros”, concluiu a deputada.
A discussão sobre a criação da CPMI ainda deve ser pauta no Congresso Nacional nas próximas semanas, com diferentes setores defendendo posições contrárias e favoráveis. Enquanto isso, as apurações da Polícia Federal continuam em ritmo acelerado, prometendo trazer à luz mais informações sobre o esquema que atingiu milhares de aposentados em todo o país.
Fonte – Mais Goiás





