O advogado que abandonou sua mãe idosa, de 85 anos, em estado gravíssimo em um hospital de Goiânia, será responsabilizado pela morte dela e por outros três crimes, conforme informou o delegado Alexandre Bruno Barros. A idosa foi encontrada desnutrida, com lesões no corpo e em condição de saúde crítica antes de falecer na última quarta-feira (9), após dias de internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.
O delegado destacou que o advogado será indiciado por exploração financeira, abandono material, abandono em hospital e maus-tratos seguidos de morte. A polícia agora busca a prisão preventiva do suspeito. Se confirmado, ele poderá cumprir mais de 15 anos de pena.
O caso veio à tona no início de abril, quando uma assistente social do Cais (Centro de Assistência à Saúde) denunciou que a idosa havia sido deixada na unidade de saúde em estado de grande fragilidade. Além das lesões físicas, ela estava suja de fezes e urina, com dificuldades para respirar e se comunicar.
De acordo com as investigações, a idosa era pensionista de um magistrado, e o filho havia comprometido grande parte de seus proventos com empréstimos pessoais. Esta não foi a primeira vez que o advogado foi preso por maus-tratos. Ele já havia sido detido anteriormente pelos mesmos crimes e foi liberado após audiência de custódia.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) se manifestou sobre o caso, afirmando que, embora a prisão não esteja relacionada ao exercício da profissão de advogado, a instituição apura todas as infrações que envolvem seus membros, garantindo o direito à defesa e ao contraditório.
Nota da OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP), acompanhou nesta terça-feira (1º de abril) a Operação Indignus, que supostamente envolve um advogado. A Seccional esclarece que, apesar de a prisão não ter relação com o exercício da advocacia, apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, visando garantir o amplo direito de defesa e o contraditório.
A Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso e aguarda a conclusão das apurações para formalizar o pedido de prisão preventiva do acusado.
Leia mais sobre o caso em – PCGO Prende Advogado Por Maus-Tratos e Exploração Financeira Contra Idosa





