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Assembleia Legislativa Aprova Prorrogação do Estado de Calamidade Financeira em Goiânia Por Mais Seis Meses

Assembleia Legislativa Aprova Prorrogação do Estado de Calamidade Financeira em Goiânia Por Mais Seis Meses
Foto: Maykon Cardoso.

Durante sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (3/7), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovou a prorrogação do estado de calamidade financeira no município de Goiânia. Com 30 votos favoráveis e 7 contrários, o projeto permite à Prefeitura manter medidas de ajuste fiscal até o final de 2025. A matéria, enviada pela Secretaria Municipal da Fazenda, foi debatida em meio a divergências sobre sua real necessidade e os impactos da decisão.

A proposta, apreciada durante uma autoconvocação extraordinária da Casa, foi justificada pela administração municipal com base em dificuldades fiscais enfrentadas pela capital, incluindo desequilíbrios nas contas públicas, acúmulo de dívidas e comprometimento da capacidade de pagamento.

O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) foi protagonista no processo, buscando apoio político direto para a aprovação do decreto. Em declarações à imprensa, ele revelou ter feito ligações pessoais a parlamentares, inclusive utilizando a palavra “suplicar” para descrever seu apelo. Ainda segundo o prefeito, o respaldo dos deputados é essencial para manter os compromissos da gestão e garantir a continuidade de serviços públicos.

A renovação do estado de calamidade permite à Prefeitura continuar aplicando medidas excepcionais como a suspensão de metas fiscais previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), revisão e renegociação de contratos, além de postergação de obrigações com fornecedores e instituições financeiras.

A votação, no entanto, não passou sem polêmicas. Deputados da oposição questionaram a transparência da gestão municipal e pediram maior detalhamento dos dados que justificariam a extensão da medida. Entre os votos contrários estiveram nomes como Antônio Gomide (PT), Clécio Alves (Republicanos), Gustavo Senna (PSDB), Issy Quinan (MDB), José Machado (PSDB), Major Araújo (PL) e Mauro Rubem (PT). Já os deputados Bia de Lima (PT) e Delegado Eduardo Prado (PL) não compareceram à votação.

O projeto segue agora para sanção e publicação oficial. Com a prorrogação, a Prefeitura de Goiânia ganha novo fôlego administrativo e jurídico para tentar reorganizar as contas públicas. Ainda assim, a medida mantém o debate aceso sobre a transparência e a efetividade das ações fiscais adotadas pela gestão municipal.

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(Reprodução: TV Alego)

Editor Sucesso