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Em meio à ataques de Trump, Brasil sediará encontro do Brics

Brics
Foto: Ricardo Stuckert/PR - Reprodução Brics.br

O governo federal anunciou nessa semana que a reunião da cúpula do Brics, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e mais 6 países será sediada no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de julho deste ano. Ao longo de 2025, o Brasil ocupa a presidência do bloco, o que justificaria o encontro no país.

O anunciou, feito pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a parceria entre o governo federal e o Rio de Janeiro e ressaltou que durante os dois dias de evento, a cidade receberá os chefes de Estado de 20 país. Além dos países que formam a sigla, o bloco tem como membro a Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Já Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão fazem parte do bloco como países parceiros.

A realização da reunião do BRICS no Rio de Janeiro representa um marco importante para o Brasil, não apenas pela oportunidade de receber líderes de países de grande relevância econômica e política, mas também pela chance de fortalecer a imagem do país no cenário global. Com o Brasil assumindo a presidência do grupo durante todo o ano de 2025, as discussões sobre reforma da governança global e cooperação entre os países do Sul Global ganham destaque, refletindo um compromisso com o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida de suas populações. A escolha do Rio como sede reforça ainda mais a importância da cidade como um polo internacional, consolidando sua posição como um dos principais centros de diálogo e tomada de decisões no cenário mundial.

Entretanto, o encontro no Brasil ocorre em um momento onde o bloco tem sido duramente atacado pelos EUA, que ameaçam taxar os países membros em até 100%. No ano passado, sob a presidência da Rússia, o bloco chegou a anunciar um plano de criação de uma outra moeda para substituir o dólar nas transações comercias internacionais.

Questionado sobre os planos dos países do Brics de intensificar trocas comerciais sem usar o dólar americano como referência criando uma moeda comum, Trump repetiu que retaliaria duramente o grupo com tarifas comerciais de “ao menos” 100% sobre produtos do bloco importados pelos EUA. Ele afirmou que não admitiria que os países emergentes “brincassem com o dólar”.

“Eles voltarão implorando, dizendo “não faça isso”. O Brics está morto desde que mencionei”, afirmou o republicano ao se referir a taxação que pode impor aos países.

No ano passado, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco de desenvolvimento dos Brics, Dilma Rousseff, criticou o que classificou de “uso do dólar como arma” e defendeu alternativas.

Em um documento divulgado na semana passada, o governo brasileiro reafirmou a discussão sobre o uso de moedas locais em transações comerciais entre países do bloco como uma das prioridades para este ano.

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