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Áudios revelam tentativa de ex-chanceler colombiano de articular queda de Gustavo Petro com apoio de Trump

Foto: Divulgação
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O cenário político da Colômbia foi abalado por revelações bombásticas: o ex-ministro das Relações Exteriores, Álvaro Leyva, teria procurado apoio de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retirar o presidente Gustavo Petro do poder.

As informações surgiram a partir de gravações divulgadas pela imprensa internacional. Nos áudios, Leyva menciona conversas com assessores republicanos e congressistas norte-americanos, nas quais buscava respaldo político para acusar Petro de instabilidade e dependência química, alegações que serviriam de base para um processo de destituição.

Leyva teria inclusive sugerido um plano de transição, envolvendo setores empresariais, a vice-presidente Francia Márquez, e até mesmo grupos armados como o ELN e o Clan del Golfo. A meta seria substituir Petro em até 20 dias. Contudo, segundo fontes próximas aos envolvidos, a proposta não recebeu respaldo formal do entorno de Trump nem da Casa Branca.

A divulgação do conteúdo causou forte reação entre partidos de diferentes espectros ideológicos. A atual ministra das Relações Exteriores, Laura Sarabia, e o ministro Antonio Sanguino classificaram a iniciativa como uma ameaça direta à democracia colombiana. Parlamentares exigem que o Ministério Público investigue Leyva por tentativa de golpe.

Outras figuras mencionadas nos áudios, como a jornalista Vicky Dávila e o senador Miguel Uribe Turbay, se distanciaram do plano e negaram qualquer participação, o que enfraqueceu ainda mais a posição do ex-chanceler.

Hoje fora do país, Leyva estaria em Madri, alegando preocupação com sua segurança após as acusações. Em resposta, o presidente Petro declarou sentir-se traído e disse que o conteúdo das gravações confirma denúncias de sabotagem feitas anteriormente por seu governo.

Leyva foi chanceler entre 2022 e 2024, sendo afastado por supostas irregularidades em contratos de passaporte. Ex-aliado próximo de Petro, o diplomata rompeu com o governo no ano passado e passou a fazer críticas públicas ao presidente.

Agora, a Colômbia vive um dos momentos mais delicados desde o início da gestão de Petro. A pressão por investigações aumenta e o episódio pode marcar uma virada política importante com vistas às eleições de 2026.

Editor Sucesso