Nesse domingo, 16, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados realizaram um ato na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em defesa da anistia para os envolvidos no ataque de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos três Poderes, em Brasília. Durante o evento, ocorreram críticas e ofensas direcionadas ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, incluindo uma ameaça do pastor Silas Malafaia, organizador do evento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi alvo de críticas devido ao aumento do custo de vida.
Esta manifestação foi a primeira após a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra Bolsonaro. No evento, o ex-presidente afirmou que o “bolsonarismo” não seria derrotado e criticou Moraes e Lula, além de reforçar a ideia de que a eleição de 2022 foi perdida de forma injusta. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se manifestou a favor da anistia, argumentando que não havia razão para impedir Bolsonaro de participar de futuras eleições.
A manifestação atraiu um público menor do que o previsto por Bolsonaro, com estimativas apontando a presença de 18.3 mil pessoas, em contraste com os 64,6 mil participantes do evento de 7 de setembro de 2022. Durante o ato, aliados de Bolsonaro reforçaram sua imagem como o único candidato da direita para as eleições de 2026. O levantamento foi feito pela Universidade de São Paulo (USP), mas segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, 400 mil pessoas acompanharam a manifestação.
Malafaia foi o orador mais contundente, chamando Moraes de “criminoso” e “ditador”, além de ameaçar possíveis consequências caso Bolsonaro fosse preso. Em seu discurso final, Bolsonaro afirmou que continuaria a ser um “problema” para o STF, mesmo que fosse preso ou morto, e pediu apoio para sua candidatura em 2026.
O evento também contou com a participação de vários parlamentares, incluindo o deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), que relatou o apoio suficiente para aprovar o projeto de anistia. Outros políticos, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), prometeram agendar uma votação urgente da proposta. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expressou confiança de que Bolsonaro será candidato à Presidência em 2026, com críticas ao governo atual, citando o aumento do custo de vida.





