Em sua visita oficial à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou uma série de acordos que sinalizam um aprofundamento das relações entre os dois países. A viagem, marcada por reuniões com autoridades e empresários chineses, resultou em parcerias estratégicas em diversas áreas como comércio, energia, saúde e tecnologia.
Entre os principais destaques da agenda bilateral está o acordo entre os bancos centrais brasileiro e chinês que permitirá transações diretas entre o real e o yuan, eliminando a necessidade do dólar como intermediário. O pacto, válido por cinco anos e com limite equivalente a R$ 157 bilhões, tem como objetivo reduzir custos cambiais e ampliar o fluxo de investimentos entre os países.
Além disso, a empresa chinesa Envision Energy anunciou um investimento de US$ 1 bilhão em um projeto para produzir combustível sustentável de aviação no Brasil, utilizando cana-de-açúcar como matéria-prima. Já a gigante da tecnologia ByteDance, controladora do TikTok, está em negociação para instalar centros de dados no território brasileiro, com aportes que podem chegar a R$ 50 bilhões.
No campo do agronegócio, Brasil e China firmaram um protocolo que viabiliza a exportação de DDGs — subprodutos da produção de etanol — para o mercado chinês, desafiando o domínio norte-americano nesse segmento. Acordos adicionais contemplam o envio de carne de frango e produtos da pesca para a China, ampliando o portfólio de exportações brasileiras.
Na área da saúde, empresas chinesas se comprometeram com investimentos voltados à construção de hospitais e à transferência de tecnologia para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas em território nacional.
Durante a visita, o presidente Lula criticou políticas econômicas protecionistas, em especial as adotadas pelo governo dos Estados Unidos, e destacou a importância de um comércio global baseado na cooperação multilateral. Xi Jinping, presidente da China, compartilhou da mesma visão, reforçando o papel do diálogo internacional frente aos desafios econômicos atuais.
A visita de Lula não apenas reforçou os laços diplomáticos, como também abriu caminhos concretos para cooperação mútua em áreas estratégicas. Com uma agenda voltada ao desenvolvimento sustentável, à inovação e à ampliação do comércio, Brasil e China sinalizam uma nova etapa de sua parceria no cenário internacional.





