A Câmara Municipal de Goiânia formalizou, nesta quarta-feira (14), as exonerações de Kowalsky Ribeiro, procurador-geral da Casa, e Divino Sérgio Dorneles, chefe de gabinete do vereador Sargento Novandir (MDB). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM), com efeito imediato. Ambas as exonerações foram registradas como “a pedido”, indicando que houve um entendimento nos bastidores entre os vereadores e o presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), para dar fim à crise interna que eclodiu após um confronto entre Kowalsky e assessores do vereador Novandir.
O Conflito que Originou as Exonerações
A crise teve início no dia 5 de maio, quando Kowalsky Ribeiro e assessores de Novandir se envolveram em uma discussão acalorada nas dependências da Câmara Municipal. Durante o episódio, Kowalsky foi filmado com uma arma na cintura, o que gerou grande repercussão e violou uma resolução interna da Casa, aprovada em 2022, que proíbe o porte de armas no prédio, exceto em situações de segurança institucional.
As imagens do confronto mostraram Kowalsky armado, o que gerou indignação entre os vereadores e a opinião pública, já que a resolução foi criada para garantir a segurança e o bom funcionamento das atividades na Câmara. Essa situação desencadeou uma série de movimentações políticas nos bastidores, culminando nas exonerações dos envolvidos.
Em uma carta aberta divulgada no dia em que solicitou sua exoneração, Kowalsky Ribeiro afirmou que sua saída foi uma decisão voluntária. Ele explicou que tomou essa atitude para garantir a isenção nas apurações internas e permitir que o processo fosse conduzido de forma transparente, sem que houvesse qualquer dúvida sobre sua imparcialidade. A medida visava também minimizar os impactos da crise que se instalou no Legislativo municipal.
Kowalsky ressaltou, ainda, que a sua decisão de deixar o cargo foi motivada pela necessidade de afastamento do ambiente que gerou tensões e que ele acreditava que sua saída contribuiria para a pacificação do clima político na Câmara.
O Posto de Sargento Novandir
Já o vereador Sargento Novandir, durante uma sessão plenária na Câmara, se apresentou de colete à prova de balas, uma atitude que gerou surpresa e chamou a atenção dos presentes. Novandir usou a tribuna para se defender e expôs uma lista de 24 ocorrências policiais que teriam sido atribuídas a Kowalsky Ribeiro, o que intensificou o clima de desconfiança entre os membros da Casa. O uso do colete e a apresentação dos registros de ocorrências foram vistos como uma tentativa de demonstrar que a situação tinha escalado para algo mais sério, com implicações além das questões políticas internas.
Após esses eventos, a Câmara Municipal de Goiânia seguiu com a exoneração de Kowalsky Ribeiro e Divino Sérgio Dorneles, com o intuito de estabilizar a situação. As exonerações foram uma resposta direta à crise, que havia afetado a imagem da Casa Legislativa e criado um ambiente de insegurança entre os parlamentares e servidores. O presidente da Câmara, Romário Policarpo, teve um papel decisivo na resolução do impasse, buscando um entendimento entre as partes envolvidas e colocando fim ao conflito de forma a preservar a integridade do trabalho legislativo.
O afastamento de ambos os funcionários comissionados foi uma medida necessária para a restauração da ordem e a continuidade dos trabalhos no Legislativo municipal, evitando maiores desgastes políticos e garantindo que o foco voltasse para as demandas da população.
Essa situação levantou questões sobre a segurança interna da Câmara Municipal e a necessidade de se revisar regulamentos e condutas que garantam o bom funcionamento da Casa, sem que haja conflitos internos prejudiciais à imagem do poder legislativo de Goiânia.






