A deputada federal licenciado Carla Zambelli (PL‑SP), detida na capital italiana no dia 29 de julho, deverá depor no presídio feminino de Rebibbia na sexta-feira, 1º de agosto.
Durante o interrogatório, as autoridades italianas questionarão se ela prefere retornar ao Brasil voluntariamente ou enfrentar o processo de extradição. Caso opte pela extradição, o juiz poderá definir se ela seguirá em prisão domiciliar, permanecerá no presídio ou aguardar em liberdade enquanto o procedimento tramita. A previsão é de que o trâmite dure entre um ano e meio e dois anos.
A defesa já sinalizou que Zambelli pretende permanecer na Itália e não retornará ao Brasil de livre vontade. Em vídeo divulgado em suas redes, o advogado Fábio Pagnozzi afirmou que ela busca ser julgada com imparcialidade e rejeita a extradição.
Angelo Bonelli, deputado do Partido Europa Verde, declarou ter informado às autoridades italianas o endereço da parlamentar em Roma, onde ela foi localizada e presa após constar na lista vermelha da Interpol .
A deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime que incluiu a emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Ela deixou o país após a condenação, fugindo via Argentina e Estados Unidos, e chegou à Itália em junho, alegando dupla cidadania.
Condenação e fuga internacional
Em maio, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio de documentos falsos, incluindo a emissão de um mandado falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Pouco depois, deixou o país através da fronteira com a Argentina, passou pelos Estados Unidos e chegou à Itália, onde reivindica cidadania e declara-se “intocável” no país europeu.
Etapas do processo de extradição
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Pedido formalizado
No dia 12 de junho, o ministro Alexandre de Moraes enviou oficialmente a solicitação de extradição ao governo italiano, que iniciou a avaliação imediatamente. -
Análise judicial institucional
As cortes italianas — incluindo uma Corte de Apelação — deverão verificar se os crimes pelos quais Zambelli foi condenada têm equivalência na legislação da Itália, e se sua cidadania pode ser contestada por ter sido obtida por descendência . -
Decisão política final
Mesmo com parecer positivo da Justiça italiana, a palavra final será do Ministério da Justiça do país, que pode negar a extradição por razões diplomáticas ou estratégicas .
Especialistas estimam que todo o procedimento possa durar entre um ano e meio a dois anos, prazo similar ao caso do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato





