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Casa Branca Revela que Tarifas Contra a China Chegam a 245% Devido a Ações Retaliatórias

Casa Branca revela que tarifas contra a China
residente dos EUA, Donald Trump • 07/04/2025 REUTERS/Kevin Mohatt

A Casa Branca divulgou um documento nesta terça-feira (15) detalhando que a China agora enfrenta tarifas de até 245% sobre os produtos que entram nos Estados Unidos. Segundo o governo americano, essa medida é uma resposta às ações retaliatórias de Pequim. No entanto, o documento não especifica se houve a imposição de novas tarifas adicionais, apenas o percentual total das tarifas aplicadas à segunda maior economia do mundo.

 

A administração dos EUA explicou que mais de 75 países estão atualmente envolvidos em discussões para a criação de novos acordos comerciais, após o anúncio da nova política tarifária do presidente Donald Trump, no que foi denominado “Dia da Libertação”. Desde então, as tarifas mais altas foram suspensas para várias nações, à espera de um consenso nas negociações — exceto para a China, que continuou com sua postura retaliatória.

 

Enquanto a China segue implementando medidas de retaliação, outros países asiáticos, que são fortemente impactados pela nova política comercial dos Estados Unidos, buscam afrouxar essas tarifas. Países como Japão, que possuem superávit na balança comercial com os EUA, estão entre os mais afetados.

 

No dia 17 de abril, Trump se reunirá com autoridades japonesas para discutir as tarifas, em um encontro que contará também com representantes comerciais do Japão e do Tesouro dos EUA. A política tarifária do Japão foi afetada por taxas de 24% sobre suas exportações, embora essas taxas tenham sido suspensas por 90 dias. Entretanto, uma tarifa de 10% continua em vigor, além de uma tarifa de 25% sobre carros, um dos principais produtos da economia japonesa.

 

O documento da Casa Branca também destaca uma investigação sobre o impacto da importação de minerais processados na segurança e resiliência dos Estados Unidos. A administração americana afirma que a dependência excessiva de materiais essenciais estrangeiros, especialmente de países adversários, representa um risco significativo para a economia e a defesa do país, podendo causar interrupções nas cadeias de suprimentos e coercionar a economia.

Editor Sucesso