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Celular carregando causa incêndio em apartamento

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/09/29/fogo-em-apartamento-de-luxo-comecou-em-celular-carregando-proximo-a-colchao-dizem-bombeiros.ghtml

Um incêndio atingiu um apartamento de luxo localizado no 20º andar de um prédio no Setor Marista, em Goiânia, na tarde de segunda-feira (28). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as chamas começaram em um carregador de celular que estava próximo a um colchão e acabaram se espalhando pelo cômodo.

De acordo com os bombeiros, a suspeita é de que uma falha elétrica envolvendo o carregador tenha iniciado o fogo. O aparelho estava conectado à tomada e próximo ao colchão, que acabou sendo atingido pelas chamas e contribuiu para a propagação do incêndio dentro da suíte.

Ao perceber o fogo, a moradora tomou uma medida importante: desligou os disjuntores do apartamento e fechou o cômodo onde as chamas estavam. A ação ajudou a evitar que o incêndio se espalhasse para outras áreas do imóvel enquanto o socorro era acionado.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram chamadas para atender a ocorrência e, ao chegarem ao edifício, realizaram uma avaliação da estrutura e dos sistemas de segurança contra incêndio. A energia elétrica do local também foi desligada durante o atendimento para aumentar a segurança das equipes que trabalhavam no combate às chamas.

No 20º andar, os bombeiros encontraram dois focos de incêndio confinados dentro do apartamento. As equipes conseguiram controlar a situação antes que o fogo atingisse outras áreas do prédio.

Apesar de o incêndio ter ficado concentrado no imóvel onde começou, a grande quantidade de fumaça provocou uma situação de risco para outros moradores. O edifício precisou ser evacuado e pessoas que estavam em diferentes apartamentos foram orientadas a deixar o local.

Entre os moradores que precisaram de auxílio estavam pessoas com dificuldade de locomoção. Os bombeiros realizaram o resgate e conduziram essas pessoas até a escada de emergência pressurizada do prédio, utilizada como rota segura para a saída dos moradores.

Duas pessoas que estavam em uma laje localizada na parte externa do andar atingido também precisaram ser retiradas. Devido à concentração de fumaça no local, os bombeiros utilizaram equipamentos de proteção respiratória durante o resgate.

Moradores que apresentavam sinais de exposição à fumaça também foram avaliados pelas equipes. Algumas pessoas estavam conscientes e orientadas e não apresentavam sintomas no momento do atendimento, mas foram encaminhadas para avaliação médica como medida de precaução.

Durante a ocorrência, os bombeiros também atuaram no resgate de animais que permaneciam dentro da edificação. A preocupação com os animais de estimação fez parte das ações realizadas pelas equipes após o controle das chamas.

O incêndio provocou momentos de tensão entre os moradores do prédio. Com a presença de fumaça e a necessidade de garantir a segurança das pessoas, a evacuação foi realizada enquanto os bombeiros trabalhavam no local.

As equipes também verificaram o funcionamento dos sistemas preventivos contra incêndio existentes no edifício. Esse procedimento é importante para avaliar as condições de segurança da construção durante uma ocorrência dessa natureza.

A ocorrência chamou atenção para os riscos associados a aparelhos eletrônicos e carregadores deixados próximos a materiais que podem pegar fogo com facilidade. Neste caso, segundo a avaliação inicial dos bombeiros, a proximidade entre o carregador e o colchão contribuiu para que o fogo encontrasse material combustível e se propagasse.

As circunstâncias exatas que provocaram o início do incêndio ainda são apuradas. A avaliação inicial do Corpo de Bombeiros aponta o carregador de celular como o ponto de origem, mas as causas definitivas dependem da investigação das autoridades responsáveis.

O caso também reforça a importância de cuidados básicos ao carregar aparelhos eletrônicos, principalmente quando eles permanecem próximos a camas, colchões, sofás, cortinas, roupas ou outros materiais inflamáveis.

Especialistas e órgãos de segurança costumam recomendar que celulares e outros equipamentos eletrônicos sejam carregados em locais ventilados e sobre superfícies firmes, evitando cobri-los com tecidos ou deixá-los em contato direto com materiais que possam facilitar a propagação de um eventual superaquecimento ou princípio de incêndio.

No caso ocorrido em Goiânia, a atuação rápida da moradora ao desligar os disjuntores e fechar o cômodo, seguida da chegada dos bombeiros, contribuiu para que o fogo permanecesse restrito ao apartamento e não avançasse para outras partes do edifício.

Ana Carolina