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China e EUA selam trégua comercial com corte de tarifas por 90 dias

Reuters/Florence Lo/Illustration/File Photo/Reprodução
Reuters/Florence Lo/Illustration/File Photo/Reprodução

Após dias de intensas conversas diplomáticas, China e Estados Unidos firmaram um acordo para aliviar temporariamente suas disputas comerciais, estabelecendo uma redução mútua nas tarifas por um período inicial de 90 dias. A iniciativa busca esfriar as tensões que vinham pressionando o comércio global e minando a confiança nos mercados internacionais.

O compromisso prevê que, a partir de 14 de maio, as tarifas aplicadas pelos EUA sobre produtos chineses cairão de 145% para 30%. Em contrapartida, a China reduzirá suas tarifas sobre bens norte-americanos de 125% para 10%. Uma exceção será mantida: os produtos relacionados ao fentanil continuarão sujeitos a uma tarifa adicional de 20% por parte do governo chinês, conforme acordos anteriores.

Como parte do pacto, os dois países também decidiram instituir um canal permanente de diálogo econômico, com reuniões periódicas entre representantes de alto escalão. Esses encontros poderão acontecer alternadamente em território chinês, norte-americano ou até em locais neutros, conforme a agenda diplomática.

A notícia foi bem recebida nas bolsas internacionais. Principais índices em Wall Street, na Europa e na Ásia fecharam em alta após o anúncio. O dólar também apresentou valorização diante de outras moedas. Economistas avaliam que o alívio tarifário pode trazer estabilidade às cadeias globais de produção e reduzir o risco de desaceleração econômica em escala mundial.

Cautela e próximos desdobramentos

Apesar do avanço, especialistas reforçam que se trata de uma solução transitória. O acordo é visto como um teste para negociações mais profundas e duradouras, que ainda dependerão de avanços em temas mais sensíveis como propriedade intelectual, segurança cibernética e subsídios industriais.

No Brasil, o governo monitora os desdobramentos com atenção. A expectativa é de que a trégua momentânea entre as duas potências possa abrir espaço para novas oportunidades comerciais, mas também exige cautela diante das possíveis reconfigurações nas rotas globais de exportação.

O entendimento entre China e Estados Unidos representa um passo relevante em direção ao reequilíbrio das relações comerciais internacionais — ainda que provisório, o gesto acende esperanças de um ambiente econômico global mais previsível.

 

 

Editor Sucesso