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Contas públicas fecham com superávit e dívida bruta recua para 75,9% do PIB, informa Banco Central

Foto: Rodrigo de Oliveira/Caixa Econômica Federal/Divulgação/Reprodução

O setor público brasileiro encerrou o mês de março com superávit primário de R$ 3,6 bilhões, conforme relatório divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (30). O desempenho positivo contribuiu para a queda da dívida bruta do governo geral, que passou de 76,0% para 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no intervalo de um mês.

A redução está associada a fatores como a expansão da arrecadação, contenção de gastos públicos e o crescimento do PIB nominal. A dívida bruta do governo geral inclui os passivos de União, estados, municípios e do INSS, sem considerar os ativos financeiros disponíveis.

O movimento de queda não é isolado: em janeiro, o indicador já havia mostrado recuo, alcançando 75,3% do PIB — o menor percentual desde meados de 2022. Esse comportamento é visto como um sinal positivo de responsabilidade fiscal e vem sendo observado de perto por agentes do mercado.

O resultado primário — que corresponde à diferença entre receitas e despesas, desconsiderando os encargos com juros — é uma das principais métricas de solvência das contas públicas. Embora o acumulado em 12 meses ainda aponte déficit, o resultado de março reforça uma tendência de correção fiscal.

Especialistas avaliam que a manutenção de saldos positivos pode melhorar a confiança na política econômica e criar espaço para cortes na taxa de juros nos próximos meses, desde que o cenário macroeconômico siga favorável.

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