Um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria sido decisivo para destravar uma visita oficial a Washington, ocorreu de forma incomum: utilizando o celular do empresário Joesley Batista, um dos proprietários da JBS. Segundo relatos de fontes ligadas ao governo brasileiro, a ligação aconteceu na véspera do feriado de 1º de maio, durante uma visita de Joesley ao Palácio do Alvorada. Na ocasião, Lula teria comentado as dificuldades enfrentadas pelo governo brasileiro para conseguir uma agenda direta com o líder norte-americano.
Diante do cenário, o empresário teria sugerido realizar a ligação imediatamente. Com autorização do presidente brasileiro, Joesley utilizou seu próprio celular para fazer a chamada para Donald Trump, sem a participação de integrantes do Itamaraty ou assessores internacionais do Planalto. De acordo com os relatos, o presidente norte-americano atendeu rapidamente a ligação. A conversa teria ocorrido em tom informal e ajudado a abrir caminho para a realização de um encontro presencial entre os dois líderes na Casa Branca, posteriormente confirmado para a semana seguinte.
Fontes também indicam que a articulação foi considerada decisiva para acelerar o contato direto entre os governos, em um momento em que as negociações diplomáticas tradicionais enfrentavam dificuldades para avançar. O episódio, que não consta nas agendas oficiais dos dois presidentes, teria terminado de forma descontraída, com Trump encerrando a conversa em tom amistoso. Até o momento, não houve posicionamento oficial público detalhado dos governos sobre o conteúdo da ligação.





