A defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, reiterou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a importância de ouvir o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-comandante do Comando Militar do Planalto, como testemunha no processo que apura os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O general estava convocado para prestar depoimento na quarta-feira (28), mas não compareceu. Diante disso, os advogados de Torres reforçaram ao STF que Dutra participou de uma reunião no dia 6 de janeiro, dois dias antes dos ataques, para tratar da desocupação do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. Segundo a defesa, o conteúdo dessa reunião é essencial para a compreensão dos fatos que antecederam a invasão das sedes dos Três Poderes.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, acolheu o pedido e determinou uma nova oitiva do general, marcada para segunda-feira (2/6), de forma virtual. A reunião entre Torres e Dutra, realizada na sede da Secretaria de Segurança Pública do DF, não teve ata registrada, algo incomum em encontros institucionais, o que aumentou as suspeitas sobre seu conteúdo.
A ausência de documentação oficial e a proximidade da reunião com os eventos do 8 de Janeiro reforçam a relevância do depoimento de Dutra, que pode esclarecer se houve omissão ou conivência de autoridades envolvidas.
Até agora, o inquérito já ouviu nomes importantes, como o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-ministro da Defesa Braga Netto. A expectativa sobre o que Dutra poderá revelar é alta, já que ele ocupava um posto estratégico no momento dos acontecimentos investigados.





